Ano Novo, mesmos princípios: o compromisso do Diário do Acre com a verdade

O ano de 2025 foi, sem exagero algum, um dos mais importantes da história do Diário do Acre. Em dezembro, completamos quatro anos de existência. Quatro anos de um jornalismo que decidiu uma linha editorial clara, bem definida e assumidamente comprometida com valores que muitos preferem evitar, mas que continuam sendo a espinha dorsal de qualquer sociedade livre.

Chegamos a este novo ciclo desejando que o Ano Novo traga saúde, esperança e boas notícias a todos os leitores e amigos do Diário do Acre. Que 2026 seja um ano de renovação, de mais conquistas, de união e, sobretudo, de confiança em dias melhores para cada família acreana. Não se trata de otimismo ingênuo, mas da convicção de que sociedades que preservam a verdade, a liberdade e a responsabilidade sempre encontram caminhos, mesmo quando o terreno parece hostil.

Seguiremos firmes no compromisso de levar informação responsável, com credibilidade e respeito absoluto aos fatos. Não confundimos jornalismo com militância, nem opinião com desinformação. À medida que os anos passam, estamos cada vez mais alinhados com a nossa Carta de Compromissos e Posicionamentos, lançada em 2021, quando afirmamos, sem rodeios, quais são os valores que orientam a nossa linha editorial.

Defendemos, de forma intransigente, a liberdade como mecanismo essencial do desenvolvimento político e social. Pautamo-nos pela transparência, pela isenção possível e pela responsabilidade na transmissão das notícias. Valorizamos a pluralidade e o discurso crítico como instrumentos de um debate público maduro e sadio. Fiscalizamos permanentemente o poder público e seus agentes, buscando a modernização da gestão, o aumento da eficiência das políticas públicas e o enxugamento progressivo dos gastos. Defendemos a família como unidade fundamental de uma sociedade livre, o respeito à propriedade privada como extensão das liberdades individuais e o agronegócio como locomotiva do desenvolvimento econômico brasileiro. No campo, defendemos a paz, a justiça nas relações de trabalho e a geração de emprego e renda para os acreanos.

O ano de 2026 será eleitoral, e isso, por si só, exige atenção redobrada. Vivemos um momento particularmente complicado, tanto na esfera política quanto na judicial, em que excessos se normalizam e arbitrariedades passam a ser justificadas por narrativas supostamente virtuosas. Nesse cenário, a imprensa não é acessória. É essencial. Quando falha, todo o edifício democrático apodrece junto.

Ruy Barbosa, em seu histórico discurso A Imprensa e o Dever da Verdade, deixou claro que uma sociedade livre depende, de forma direta, de uma imprensa vigilante. Disse ele: “A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam.” Não se trata de retórica bonita, mas de uma advertência concreta sobre o papel civilizatório do jornalismo.

Ruy também alertou que a imprensa não pode ser irresponsável, pois um país de “imprensa degenerada ou degenerescente é um país cego e um país miasmado, um país de ideias falsas”. O compromisso genuíno com o país, e com a promoção de uma sociedade verdadeiramente livre, passa necessariamente pela honestidade intelectual e pela veracidade das informações. São palavras urgentes para um Brasil acostumado a figuras públicas incapazes de superar picuinhas, partidarismos frívolos e individualismos mesquinhos, enquanto problemas reais permanecem sem solução.

Agradecemos a todos que caminharam conosco ao longo do último ano, fortalecendo o jornalismo e acreditando no nosso trabalho. Que possamos continuar juntos, construindo uma sociedade mais informada, mais justa e mais consciente. Não por slogans, mas por princípios.

Ronan Matos
Editor-chefe do Diário do Acre

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