O deputado federal Coronel Ulysses (União-AC) comentou sobre o ato público realizado por movimentos de esquerda na tarde de domingo, 4, no Lago do Amor, em Rio Branco. A manifestação teve como objetivo defender supostamente a autodeterminação do povo venezuelano e a soberania nacional da Venezuela, em meio à repercussão internacional da ação dos Estados Unidos que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro.
Ulysses criticou o protesto e afirmou que a mobilização ignora a realidade vivida por venezuelanos que buscaram refúgio no Acre. “Que coisa absurda, olha só. Aqui no Acre nós temos mais de 800, quase mil venezuelanos que fugiram da perseguição política. Porque vocês não defendem essas pessoas, vocês ficam defendendo Maduro, criminoso, terrorista, narcotraficante, bandido, ditador, porque vocês gostam disso, né?”, declarou o parlamentar.
“Só defendem o errado. Vocês só defendem o lado errado, é contra a família, é contra Deus, contra a pátria, contra a nação. Aí a favor, vocês são a favor das drogas, da corrupção, de defender bandido, de defender terrorista, ditador, criminoso. Queria vergonha na cara, rapaz. Vão caçar o que fazer, a vergonha isso aqui, uma vergonha”, afirmou.
Manifestação interrompida
Durante o protesto, a manifestação foi interrompida por um casal de venezuelanos que vive no Acre há cerca de oito anos. Juan González e Eduvi González confrontaram os militantes e questionaram a legitimidade de um ato organizado por brasileiros em defesa do ditador venezuelano. Segundo o casal, eles deixaram a Venezuela para fugir da fome e da crise provocadas pelo regime chavista.
Enquanto militantes faziam pronunciamentos, Eduvi González interrompeu as falas e questionou a ausência de venezuelanos no protesto. “Tem algum venezuelano aqui?”, perguntou. Em seguida, afirmou: “Eu sou venezuelana. Se vocês não são venezuelanos ou não sentiram a dor, não podem falar. A gente é da Venezuela, a gente passou fome, a gente deixou nossa família”. A intervenção gerou tensão no local e repercutiu nas redes sociais.




