Segundo mandato do republicano amplia tensões e coloca vários países sob ameaça direta de Washington
A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação noturna em Caracas marcou um divisor de águas no segundo mandato de Donald Trump. A ação, tratada como demonstração de força, deixou claro que a política externa americana entrou em uma fase mais agressiva, com discursos duros e recados diretos a governos vistos como obstáculos aos interesses dos Estados Unidos.
Ao resgatar a Doutrina Monroe e rebatizá-la de forma simbólica, Trump sinalizou que pretende reforçar a influência americana no hemisfério ocidental. A Venezuela, porém, não parece ser um caso isolado. Nos últimos dias, o presidente ampliou o tom e passou a citar outros países que, segundo ele, representam riscos à segurança ou à estabilidade regional.

Na América Latina, Colômbia, México e Cuba entraram no discurso presidencial. Bogotá foi alvo de críticas diretas sobre o avanço do narcotráfico, mesmo sendo um aliado histórico de Washington. Já o México voltou ao centro das atenções com acusações sobre imigração ilegal e tráfico de drogas, enquanto Cuba foi tratada como um regime fragilizado, pressionado economicamente e cada vez mais isolado após a queda do governo venezuelano.
Fora do continente, Trump também elevou a tensão com o Irã, deixando no ar a possibilidade de uma resposta militar caso o regime iraniano intensifique a repressão interna. O tema ganhou força após encontros com lideranças israelenses e reacendeu especulações sobre novos conflitos no Oriente Médio nos próximos anos.
Outro ponto sensível é a Groenlândia. Apesar de integrar o Reino da Dinamarca, a ilha voltou ao radar estratégico dos Estados Unidos por sua posição no Ártico e suas reservas minerais. As declarações de Trump sobre a importância do território foram rechaçadas por autoridades locais, mas reforçaram a percepção de que o presidente americano está disposto a desafiar limites diplomáticos para garantir vantagem geopolítica.




