Antes do retorno oficial do Congresso, Motta antecipa reunião com líderes partidários

Antes mesmo da reabertura oficial do Congresso Nacional, marcada para 2 de fevereiro, a Câmara dos Deputados decidiu acelerar as articulações políticas para o início de 2026. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou uma reunião com líderes partidários para quarta-feira, 28, às 11h, na Residência Oficial, em Brasília, com o objetivo de organizar a agenda de trabalhos que será retomada na semana seguinte.

O encontro servirá para alinhar o funcionamento da Casa e as prioridades do início do ano legislativo. A movimentação ocorre em um momento em que o Planalto tenta reorganizar sua base no Congresso e em que líderes partidários já avaliam os impactos do calendário eleitoral sobre a pauta — sobretudo em um ano em que a disputa federal tende a “contaminar” votações sensíveis.

Retorno do Congresso

A sessão solene de abertura dos trabalhos do Legislativo ocorre em 2 de fevereiro, às 15h, no plenário da Câmara. Deputados e senadores se reúnem em sessão conjunta para inaugurar a 4ª Sessão Legislativa da 57ª Legislatura, o último ano do ciclo iniciado em 2023.

A solenidade será conduzida pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que encerra a sessão com discurso. Antes, o Legislativo deve ler a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os projetos considerados prioritários para 2026. O Poder Judiciário também deve enviar uma comunicação formal aos parlamentares.

A presença de Lula na cerimônia é opcional. Na prática, o Palácio do Planalto costuma encaminhar a mensagem por meio de um representante do Executivo — frequentemente o ministro-chefe da Casa Civil, cargo atualmente ocupado por Rui Costa. Depois, é a vez de um representante do Supremo Tribunal Federal (STF) fazer sua apresentação. Em seguida, quem fala é Hugo Motta, representando a Câmara.

A sessão segue um roteiro rígido: os demais parlamentares não fazem uso da palavra. Além do conteúdo político, a abertura do ano legislativo mantém um rito tradicional, remanescente da inauguração da República, com elementos simbólicos e militares. 

O protocolo inclui passagem de tropa em revista, execução do Hino Nacional, salva de tiros de canhão e a presença, na rampa do Congresso, dos Dragões da Independência — unidade militar criada por Dom João VI, em 1808.

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