Sistema de mitigação busca conter a sigatoka-negra e garantir segurança produtiva no estado.
O Governo do Acre avançou no enfrentamento à sigatoka-negra ao estabelecer um novo marco regulatório para a produção de banana no estado. A iniciativa, conduzida pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, amplia o controle sanitário nas lavouras e cria um ambiente mais seguro para produtores, consumidores e para a própria economia rural acreana.
Com a implantação do Sistema de Mitigação de Risco, o foco passa a ser a prevenção e o manejo contínuo da doença, considerada uma das mais agressivas à cultura da banana. A proposta busca reduzir a propagação do fungo por meio de práticas agrícolas orientadas, padronização de procedimentos e maior rastreabilidade da produção desde a lavoura até a comercialização.
A adesão ao sistema exige que produtores estejam devidamente cadastrados e sigam protocolos técnicos definidos pelo órgão de defesa agropecuária. A medida incentiva a profissionalização da atividade, estimula o uso de boas práticas agrícolas e contribui para elevar o padrão sanitário das áreas produtoras, inclusive nos pequenos cultivos familiares.
Outro ponto central da regulamentação é o fortalecimento do controle no pós-colheita e no transporte. A exigência de estruturas adequadas para embalagem e de documentação fitossanitária visa evitar a disseminação da doença entre municípios e estados, além de proteger mercados consumidores e garantir maior credibilidade ao produto acreano.
A expectativa do governo é que as novas regras resultem em ganhos de produtividade e sustentabilidade para a bananicultura, reduzindo perdas e assegurando a continuidade da atividade no médio e longo prazo. Com fiscalização mais rigorosa e critérios claros, o estado aposta na prevenção como principal estratégia para proteger uma das cadeias agrícolas mais relevantes do Acre.




