O presidente do Fórum Empresarial do Acre e da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), Assuero Veronez, participou nesta segunda-feira (02) de uma reunião estratégica com entidades representativas do setor produtivo. O encontro teve como foco a definição da agenda de ações voltadas ao fortalecimento do comércio exterior e à ampliação da integração internacional do Acre ao longo de 2026.
Durante a reunião, Assuero ressaltou os avanços já conquistados nos últimos anos, mas destacou a necessidade de acelerar o processo de internacionalização da economia acreana.
“Se a gente olhar para trás, vê que foi feita bastante coisa, liderada pelo Fórum, por meio da sua Câmara Técnica, junto com o comércio exterior e o governo. Mas precisamos avançar. Abrir as primeiras portas dessa trilha exportadora não é fácil. O Acre tem desafios imensos, especialmente de logística, e precisamos enfrentá-los. As coisas caminham quando se trabalha junto e com projetos”, afirmou.
Assuero também enfatizou o crescimento da pauta exportadora do agronegócio, que hoje representa a maior parte das exportações do estado. Segundo ele, esse avanço já gera impactos significativos na economia local.
“Hoje temos uma pauta exportadora do agro em expansão, que representa a maior parte das nossas exportações. A carne bovina lidera, seguida da soja e da carne suína. Isso já nos levou a um faturamento próximo de 100 milhões de dólares, o que faz uma grande diferença. As empresas crescem quando faturam em dólar, conseguem remunerar melhor e alcançar resultados muito mais positivos”, comentou Assuero Veronez.

O encontro foi realizado em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, a Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), a Federacre e o Sebrae, reunindo representantes do governo, do setor empresarial e de instituições de apoio ao desenvolvimento econômico.
Atualmente, o Acre mantém uma relação estratégica com países vizinhos, especialmente o Peru, que responde por cerca de 30% das exportações acreanas. A integração regional segue como um dos principais pilares da política de comércio exterior do estado, fortalecendo oportunidades para o setor produtivo.



