O deputado federal Zé Adriano, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), defendeu a necessidade de foco e priorização de pautas estratégicas para o avanço do comércio exterior acreano. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 02, durante um almoço com a imprensa e entidades representativas do setor produtivo, onde foi discutida e definida a agenda de ações voltadas ao desenvolvimento do comércio exterior e à integração internacional do estado para o ano de 2026.
“Nós temos que focar em alguns itens que são essenciais para a gente avançar nessa pauta. Eu acho que tem uma lista de muita coisa e eu prefiro que a gente, num ano curto como esse, encaminhe ações mais concentradas para a gente avançar nessas decisões”, afirmou.
Infraestrutura e anel viário de Brasiléia entram no centro do debate
Durante sua fala, Zé destacou com preocupação a paralisação de obras estruturantes, em especial a retomada do anel viário de Brasiléia. Para ele, não é possível avançar no debate sobre desenvolvimento sem uma postura mais proativa do poder público estadual.
“Eu trago aqui, com muita angústia, a discussão da retomada da obra do anel viário de Brasiléia. Não tem como a gente ficar debatendo, discutindo e conversando se a gente não votar de forma muito proativa em um posicionamento do governo do Estado”, pontuou.
O deputado também relembrou a histórica discussão sobre a ponte sobre o rio Madeira, citando que, apesar da obra estar concluída, a região ainda sofre com descontinuidade de investimentos e problemas estruturais que se arrastam há décadas.
Ampliação da base exportadora é desafio para o Acre
Outro ponto central levantado por Adriano foi a necessidade de ampliar a base de empresas acreanas inseridas no comércio internacional. Apesar dos avanços recentes, o desafio para 2026 é democratizar o acesso ao comércio exterior, incluindo micro e pequenas empresas e diversificando os segmentos produtivos.
“A infraestrutura precisa ser olhada como o principal problema para a gente trabalhar as exportações. Já provamos, como empresários e empreendedores, que somos capazes de resolver nossos problemas. Mas quando isso esbarra em uma iniciativa de governo, a gente volta a ficar angustiado”, destacou.



