O que se sabe sobre o assassinato de professora dentro de faculdade em Rondônia

Instituição suspendeu as aulas por três dias após crime que causou comoção entre alunos e servidores.

A professora de direito penal Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi assassinada a facadas por um aluno dentro de uma faculdade em Porto Velho, Rondônia. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (6), dentro da sala de aula de uma universidade particular, no que autoridades classificam como um caso de feminicídio ou homicídio qualificado.

Juliana era professora de Direito no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) e também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia, sendo respeitada por colegas e alunos. Ela ministrava a disciplina quando foi surpreendida e atacada pelo estudante identificado como João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, que cursava Direito na mesma instituição.

O ataque ocorreu por volta das 21h50, após o término da aula. Testemunhas disseram que o suspeito aguardou ficar sozinho com Juliana antes de desferir os golpes de faca, atingindo a vítima no tórax e no braço. Juliana chegou a ser socorrida por colegas e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.

O aluno tentou fugir após o ataque, mas foi contido por outros estudantes e preso em flagrante pela Polícia Militar ainda dentro do campus. Em audiência de custódia realizada no sábado (7), sua prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva pelo Ministério Público, que pediu a medida para garantir a ordem pública.

Autoridades investigam a motivação do crime. A delegada responsável pela apuração afirmou que a principal linha de investigação aponta que o ataque foi resultado de frustração amorosa e ciúmes, já que o suspeito não aceitava a rejeição da professora, embora esse vínculo não seja confirmado oficialmente.

Poucas horas antes do crime, Juliana havia promovido uma dinâmica de integração em sala de aula, distribuindo chocolates e bilhetes motivacionais, além de convidar os alunos para um quiz jurídico — o que torna o episódio ainda mais chocante para colegas e estudantes.

A instituição suspendeu as atividades por três dias em luto institucional, prestou apoio à família e estudantes e afirmou que está colaborando com as autoridades para a elucidação dos fatos.

O caso gerou comoção e repúdio público, com manifestantes e autoridades destacando a necessidade de proteger ambientes educacionais e combater a violência contra mulheres.

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