Um salva-vidas de chumbo para os pobres

Faz alguns dias, o padre Ferdinando Mancílio, missionário redentorista e prefeito da Igreja do Santuário de Aparecida, em uma homilia, reprovou a caminhada que Nikolas fez de Minas Gerais até Brasília, em defesa dos valores Liberdade e Justiça.

Deu-se num contexto da celebração de uma Santa Missa, no Santuário Nacional de Aparecida. Na homilia, criticou a marcha de 200 km em que o jovem parlamentar fez de uma cidade mineira até Brasília, no escopo de pugnar por liberdade e justiça, como ficou caracterizado nas falas do próprio Nikolas, e de outros personagens que aderiram à aludida marcha.

O sacerdote questionou a motivação do ato, alegando que o líder da marcha, bem como os demais participantes, não buscavam os alegados direitos invocados (liberdade e justiça), mas apenas lutavam por poder político.

A manifestação do sacerdote ocorreu no início desse mês de fevereiro e teve ampla repercussão nas redes sociais. Nikolas Ferreira rebateu as acusações do padre.

Foram as palavras do religioso: “não adianta fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto em favor do povo”. Em síntese, foi o que disse. Uma crítica genérica, sem nenhum conhecimento da ação parlamentar de Nikolas. Nada viu no talento político desse jovem, que é uma esperança para o Brasil! Um auspicioso quadro da direita brasileira. Revelou sua posição político-ideológica, é o que se conclui da manifestação do pároco.

Mais recentemente, um outro padre – agora de Minas Gerais e terra de Nikolas – fez uma crítica a Nikolas por outro motivo. Protestou contra a ação parlamentar do deputado, inclusive ameaçando fiéis católicos de não poderem receber a Santa Eucaristia, caso comunguem com os pensamentos e ideologia do referido parlamentar.

A fala do padre Fábio Ferreira Alves teve grande repercussão nas redes sociais. Sua indignação deu-se porque Nikolas votou contrário ao programa “Gás do Povo”, um programa do Governo Federal que pretende que as pessoas beneficiadas por tal programa, estejam obrigadas receberem o benefício de comerciantes cadastrados previamente pelo Governo. Não havia essa exigência antes, e o beneficiado podia receber do comerciante da sua escolha.

O governo pôs um “cabresto” no eleitor das próximas eleições desse ano, contra o qual o padre nada tinha a dizer, revelando de qual lado está do ponto de vista político-ideológico.

A Diocese da Paróquia à qual está vinculado o religioso fez uma nota desaprovando à manifestação de caráter político, e pedindo perdão aos fiéis que se sentiram ofendidos com o posicionamento do padre. O próprio padre – num ato louvável – pediu perdão alegando que estava sob impacto de forte emoção.

Atos dessa natureza – manifestação política de religiosos valendo-se do argumento de autoridade e dos púlpitos dos templos – têm se repetido. Por ser um ano eleitoral, vislumbrando-se ser uma disputa acirrada para o controle do país (eleição presidencial), com certeza, mais religiosos do braço “progressista” da Igreja Católica, tendem a se manifestar. Vão sair do “armário”, revelando suas convicções mais profundas, do ponto de vista político-ideológico.

A última manifestação, ou seja, do padre de Minas Gerais é a mais grave. O religioso ameaçou negar a Santa Eucaristia para quem demonstrasse alinhamento político-ideológico com o deputado federal Nikolas Ferreira. Chegou a cometer o absurdo de sugerir que os fiéis saíssem da Igreja caso discordassem da sua posição política em defesa do governo.

Aqui eu me permito dá um depoimento do que ouvi de um padre que celebrou uma Santa Missa pela alma de meu bisavô (Antônio Perazzo), faz alguns anos, numa Igreja do Recife, no bairro do Pina. Disse-me que numa cidade do interior de Pernambuco, presenciou ou lhe contaram – não me recordo – padres ao ministrarem o Sacramento da Santa Eucaristia diziam ao fiel: “vote em Lula”.

Os Sacramentos são o centro do Cristianismo. Coagir, com argumentos de autoridade religiosa os fiéis a receberem a Santa Eucaristia se discordarem das posições políticas de um jovem parlamentar da direita, que defende os valores cristãos, é uma banalização da obra redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo, em nome de um ideologia de esquerda.

Há algo a ser corrigido na formação intelectual dos padres! Precisamos saber o motivo pelo qual tantos sacerdotes se filiam às posições de esquerda (socialistas), quando o Magistério da Santa Igreja Católica diz que o Cristianismo é incompatível com o socialismo\comunismo.

Quero aqui lembrar – sobre a incompatibilidade do cristianismo com o socialismo – apenas uma das Encíclicas Papais. O Papa Pio XI, na Encíclica Quadragesimo Anno, defende que o socialismo ignora a natureza social e espiritual do homem, focando apenas na produção e distribuição de bens materiais. Nem quero falar no que diz sobre o socialismo a Encíclica Rerum Novarum, de Leão XIII.

Acho que nós católicos temos o dever de procurar entender o motivo pelo qual tantos religiosos se alinham às posições esquerdistas (socialistas), mesmo conhecendo o magistério da Igreja, mormente as encíclicas acima mencionadas. Por que defendem uma ideologia que, ao fim e ao cabo, se for implantada, vai solapar a liberdade de expressão, consequentemente, a liberdade religiosa.

Miremo-nos na situação da Nicarágua, cuja revolução foi tão aprovada pela esquerda católica dos anos 1980! Lá, atualmente, padres são perseguidos.

Precisamos entender essa mentalidade esquerdista de setores da Igreja Católica. Para tanto, precisamos estudar. “Crer para entender e entender para crer”, São máximas teológicas e filosóficas de Santo Agostinho e de Santo Anselmo.

Precisamos entender o que significou a Teologia da Libertação na formação dos padres católicos, e a partir dela, quais são suas opções políticas.

Recomendo três livros para que tenhamos melhor compreensão do que é a Teologia da Libertação. Eu li os dois primeiros.

1) Desinformação, do tenente general Ion Mihai Pacepa, que fugiu de um regime tirânico comunista da Romênia para os Estados Unidos, e que revela a estratégia para destruir a liberdade, atacar a religião, e promover o terrorismo. Pacepa detalha como as táticas de desinformação comunista foram usadas para solapar a Santa Igreja Católica e fomentar o ódio contra os Estados Unidos.

2) Teologia da Libertação: Um Salva-vidas de chumbo para os pobres, cujo título é explicativo da obra. Analisa criticamente a Teologia da Libertação, argumentando que ela, ao invés de ajudar, prejudicou os pobres com a ideologia marxista. A teologia da libertação teve importante papel nas organizações terroristas da Colômbia.

3) Teologia da Libertação, do Professor Felipe Aquino, em cuja obra demonstra que a TL é uma interpretação comunista\marxista dos Evangelhos.

Enfim, como forma de resgatarmos a Santa Igreja Católica na sua missão educadora e redentora precisamos entender a Teologia da Libertação e o papel deletério que teve na formação espiritual dos católicos. Precisamos fazer os católicos de boa-fé entenderem que a Teologia da Libertação é um “salva vidas de chumbo para os pobres”.

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