Os planos A, B e C para vice de Flávio Bolsonaro

Nomes de Romeu Zema, Tereza Cristina e Guilherme Derrite tem sido estudados.

Três nomes têm sido ventilados nos bastidores da direita para ocupar a vaga de vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. A definição ainda está em fase inicial, mas já existe uma ordem de preferência entre aliados envolvidos na montagem da candidatura.

O plano A é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). A avaliação é que Zema agregaria peso e ampliaria o alcance da chapa, já que foi reeleito e tem boa aprovação no segundo maior colégio eleitoral do país. Apesar disso, importantes nomes da direita ouvidos pela coluna destacaram o fato de Zema não conseguir impulsionar seu vice, Matheus Simões (PSD), como novo nome no Estado como preocupante. Para eles, isso pode indicar baixa adesão.

O próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no entanto, já demonstrou interesse publicamente em Zema. Ainda assim, existem dificuldades envolvidas – principalmente o fato de o governador já ter manifestado a vontade de se lançar como cabeça de chapa de qualquer forma, e não de ser vice.

Como plano B, aparece a senadora Tereza Cristina (PP), ex-ministra do governo Jair Bolsonaro (PL). Aqui, são considerados fatores como atrair o eleitorado feminino na figura de uma mulher que é vista como forte e técnica — alguém que fugia ao “bolsonarismo radical” durante o comando do ministério. O entendimento é que ela poderia equilibrar o perfil bolsonarista da chapa.

Já o plano C seria o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. O nome, no entanto, foi citado por fontes como “especulação”. Além de um perfil que poderia apresentar rejeição na opinião de alguns aliados, principalmente após a relatoria do PL Antifacção, outros acreditam que ele “perdeu tração”. O nome de Derrite ainda abriria uma lacuna na disputa ao Senado por São Paulo, o que a direita já tem monitorado como risco.

Entre os planos B e C, vale destacar que ambos pertencem ao Progressistas (PP), partido comandado nacionalmente por Ciro Nogueira. Entre as legendas consideradas de Centro é, até o momento, a mais propensa a compor com Flávio — já que há resistência em outros campos. A leitura entre aliados é que a presença do PP na vice poderia ajudar a ampliar a base política da chapa. Além disso, o fato de o partido ser federado ao União Brasil é visto como um fator que pode fortalecer a candidatura.

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