Transferência ocorreu após nova onda de instabilidade envolvendo forças sírias e grupos curdos.
As forças dos Estados Unidos concluíram a transferência de mais de 5,7 mil membros do Estado Islâmico que estavam detidos em prisões na Síria para a custódia do Iraque. A informação foi divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos, que detalhou que a operação durou 23 dias e envolveu apenas prisioneiros do sexo masculino.
A decisão ocorreu em meio a um novo cenário de instabilidade na Síria, marcado por confrontos entre o Exército Sírio, atualmente ligado ao governo interino de Ahmed al-Sharaa, e as Forças Democráticas Sírias (SDF), grupo curdo que liderou o combate ao Estado Islâmico durante a guerra civil síria.
Após a derrota territorial do ISIS em 2019, milhares de jihadistas permaneceram sob custódia das SDF em prisões no norte e leste do país. No entanto, os recentes confrontos entre forças sírias e milícias curdas reacenderam preocupações sobre a segurança desses detentos.
As tensões aumentaram mesmo após um pacto firmado em março de 2025, que previa a integração das SDF às instituições estatais sírias. Em meio aos combates, surgiram acusações mútuas sobre a possível libertação de prisioneiros do Estado Islâmico em áreas afetadas pelo conflito.
Diante do risco de reorganização do grupo extremista, o governo norte-americano optou por transferir os detidos ao Iraque, com o objetivo de reforçar o controle sobre os prisioneiros e evitar uma nova ascensão do Estado Islâmico na região.




