Pesquisa do PET Economia mostra variações entre janeiro e fevereiro e diferença de preços entre supermercados e açougues.
Por que a carne está mais cara em Rio Branco? Vale mais a pena comprar em açougues ou supermercados? Quais cortes pesaram mais no bolso do consumidor entre janeiro e fevereiro? Essas são algumas das respostas trazidas pelo levantamento do programa PET Economia, da Universidade Federal do Acre, que analisou os preços médios da carne bovina na capital acreana.
Os dados apontam que os maiores aumentos percentuais foram registrados principalmente no varejo supermercadista. Entre os destaques estão a agulha, com alta de 21%, o fígado, com 17%, e a fraldinha, com 15%. Já cortes como picanha e alcatra apresentaram pequenas oscilações nos açougues, indicando maior estabilidade relativa nesses estabelecimentos.
Na comparação dos preços médios por tipo de comércio, os supermercados apresentaram valores superiores aos observados nos açougues na maior parte dos cortes. A picanha, por exemplo, teve média de R$ 77,65 nos supermercados, enquanto nos açougues foi encontrada por R$ 63,37. O contra filé registrou média de R$ 48,24 nos supermercados e R$ 43,20 nos açougues. O filé, mesmo com leve queda de -0,10%, custa em média R$ 77,35 nos supermercados e R$ 63,94 nos açougues. Já o patinho, que apresentou variação de -0,04%, pode ser encontrado por R$ 33,42 nos açougues e R$ 43,34 nos supermercados.
Além desses cortes, também apresentaram variações: picanha (+0,26%), coxão mole (+1,69%), fraldinha (+1,25%), pá com osso (+6,07%), alcatra (+1,69%), agulha (+1,69%), músculo (+2,89%), coxão duro (+2,10%), fígado (+5,53%), pá sem osso (+2,30%), contra filé (+4,65%), acém (+0,14%) e ovos (30 unidades) com alta de +2,48%. O levantamento reforça a importância da pesquisa de preços por parte do consumidor, já que a diferença entre estabelecimentos pode representar economia significativa no fim do mês.


