Tecnologia embarcada revoluciona o campo e redefine produtividade no agronegócio

Produtores de MT e MS relatam economia de insumos, aumento de produtividade e decisões mais precisas com tecnologias da John Deere e Áster.

O sucesso da safra ainda depende apenas do clima? Ou a nova fronteira do agronegócio brasileiro passa pela capacidade de máquinas “enxergarem” ervas daninhas e processarem dados em tempo real? Em propriedades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a resposta já não deixa dúvidas: tecnologia deixou de ser diferencial e passou a ser condição de sobrevivência econômica no campo.

Produtores que operam equipamentos de ponta da John Deere, aliados a soluções desenvolvidas pela concessionária Áster, afirmam que a inovação se tornou peça central da gestão agrícola. O diagnóstico entre quem está à frente das máquinas é direto: quem não acompanha essa transformação já começa a ficar para trás em um setor cada vez mais competitivo.

Em São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul, o produtor Sandro José Sauer Kreuz opera uma frota de alta performance, com destaque para a colheitadeira S7 800 Ultimate, o trator 8345R e o pulverizador M4040DN. Segundo ele, a automação ajuda a enfrentar um dos principais gargalos do setor: as janelas de plantio e colheita cada vez mais curtas. “A tecnologia nas máquinas passou a ser essencial. Ela garante mais controle da operação e segurança para produzir bem”, afirma.

Sandro relata que a chegada da nova colheitadeira elevou o padrão de qualidade do grão, que sai mais limpo, enquanto o trator entrega força com inteligência operacional. Já o pulverizador reduz sobreposições e falhas na aplicação. “Tivemos ganhos claros em rendimento operacional e economia de insumos. A conectividade permite corrigir rotas e ajustar operações rapidamente, impactando direto no custo final”, pontua.

Em Diamantino, no Mato Grosso, o produtor Gabriel Anzil Pedrini encontrou na tecnologia See & Spray uma resposta para a crescente resistência de plantas daninhas ao glifosato. Antes, era necessário pulverizar toda a área para atingir focos isolados. Com o sistema instalado de fábrica no pulverizador M4030, a aplicação passou a ser direcionada apenas onde há necessidade.

O impacto financeiro foi expressivo. “Eu tinha 3 mil litros de glufosinato comprados e gastei apenas 800 litros selecionando as plantas”, relata Gabriel. Para ele, o benefício não é apenas econômico. “Uma planta que não precisou metabolizar uma carga desnecessária de herbicida tende a produzir mais. Hoje, eu escolho a planta que quero aplicar. Isso é outro mundo”, afirma.

Já em Tangará da Serra, também em Mato Grosso, o produtor Giordano Morizzo destaca a importância da análise de dados por meio do Operations Center, plataforma que integra tecnologias da John Deere e da Áster. Com uma colheitadeira S7 900 conectada à central, ele acompanha mapas de produtividade e cruza informações de plantio e colheita em tempo real.

“Pelo Operations Center, tenho acesso a dados instantâneos. Consigo saber quais pontos do talhão produziram mais ou menos e sobrepor esses mapas com os de plantio”, explica. Para Giordano, a tecnologia é a chave para romper o atual teto de produtividade. “A pessoa que não quer mudar vai acabar ficando para trás. A tecnologia embarcada é o que nos ajuda a enxergar o que o olho humano não vê.” No campo moderno, como mostram os relatos, inovação deixou de ser tendência e se consolidou como o insumo mais valioso da safra.

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