Suinocultura reforça articulação política para enfrentar riscos sanitários e eleitorais em 2026

Entidade intensifica atuação na FPA e no IPA com foco em biosseguridade, controle sanitário e competitividade do setor.

Em um movimento estratégico para o ciclo de 2026, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos ABCS anunciou o fortalecimento de sua representatividade institucional em Brasília. A entidade elevou o patamar de atuação junto ao Instituto Pensar Agro IPA e às comissões da Frente Parlamentar da Agropecuária FPA, buscando consolidar a defesa da suinocultura brasileira em temas que impactam diretamente a competitividade e a biosseguridade do setor.

Entre as prioridades está o controle de espécies exóticas, com atenção especial ao manejo de javalis. Segundo a ABCS, a proliferação desses animais representa risco sanitário relevante para as granjas comerciais. A preocupação central envolve a possibilidade de disseminação de doenças como a Peste Suína Clássica PSC e a Peste Suína Africana PSA, que podem comprometer o status sanitário do país e o acesso aos mercados internacionais.

De acordo com Ana Paula Cenci, gerente de relações governamentais da entidade, avançar em políticas eficazes de controle será prioridade máxima em 2026. Manter o Brasil livre dessas enfermidades é considerado vital para preservar exportações, proteger a produção nacional e evitar prejuízos econômicos expressivos ao setor produtivo.

Outro eixo estratégico envolve a legislação de bem-estar animal. A ABCS acompanha projetos de lei que propõem exigências genéricas para diferentes cadeias produtivas, como sistemas livres de gaiolas ou restrições severas ao uso de medicamentos. A entidade defende que qualquer mudança normativa tenha embasamento técnico-científico, evitando regras que comprometam a eficiência produtiva e a competitividade global da suinocultura brasileira.

Com 2026 sendo ano eleitoral, a associação avalia o primeiro semestre como período decisivo para intensificar o diálogo com parlamentares e o Executivo. Além das pautas sanitárias, a entidade defende medidas estruturantes como modernização do seguro rural, acesso a crédito com juros competitivos e garantia de segurança jurídica no campo, buscando assegurar que a suinocultura mantenha sua trajetória de crescimento e inovação independentemente do cenário político.

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