Indicação de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni tensiona alianças e pode redesenhar cenário eleitoral no estado.
O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) afirmou neste sábado (21) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já definiu os dois nomes que disputarão o Senado por Santa Catarina em 2026. Segundo ele, os escolhidos são a deputada federal Carol de Toni e o ex-vereador Carlos Bolsonaro.
“Os candidatos ao Senado sob a orientação de Jair Bolsonaro em Santa Catarina chamam-se Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. Isso é ponto pacífico e não tem mais por que ficarmos nos desgastando ou desperdiçando energia em falar em algo que já está definido”, declarou Sanderson. A fala ocorreu após visita ao ex-presidente na Papudinha, em Brasília.
Em 2026, cada estado terá duas vagas em disputa para o Senado, o que torna a definição estratégica para a composição das chapas estaduais. A sinalização de Bolsonaro antecipa o debate interno no campo da direita e movimenta aliados que aguardavam uma definição oficial.
A possível confirmação dos nomes provocou reação imediata do presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em publicação nas redes sociais, ele demonstrou insatisfação com a escolha de Carol de Toni. “Nós, dos Progressistas, somos do tempo em que acreditamos em PALAVRA!!!!!!”, escreveu no X.
A postagem foi acompanhada de um print de notícia do portal Metrópoles com a manchete: “Deputada quer carta de Bolsonaro para não deixar o PL”. No último dia 4, Carol havia ameaçado deixar o partido caso não fosse escolhida para disputar o Senado, aumentando a pressão interna nas negociações.
O PP contava com o apoio do PL para a reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC). No campo da direita catarinense, a expectativa era de que Amin e Carol disputassem as duas vagas. Bolsonaro já havia definido que Carlos Bolsonaro concorreria, mas ainda não havia anunciado publicamente o segundo nome.
Caso a decisão seja mantida, o movimento pode impactar diretamente a disputa pelo governo estadual. O PP pode optar por apoiar João Rodrigues (PSD), atual prefeito de Chapecó, em oposição ao governador Jorginho Mello (PL), que tentará a reeleição.
Jorginho Mello, que também preside o PL em Santa Catarina, declarou apoio à deputada no último dia 10. “Ela fica. Ela não vai sair”, afirmou o governador. O cenário se torna ainda mais complexo porque o PP integra uma federação com o União Brasil. O deputado Fabio Schiochet (União-SC), coordenador da federação no estado, já declarou que “onde não há lugar para o Esperidião, não há lugar para a federação”. Segundo ele, o prazo para definição se encerra no Carnaval, o que pode acelerar as decisões e redefinir alianças em Santa Catarina.



