Execução de chefe do maior cartel do México desencadeia retaliação e deixa rastro de mortos pelo país

Nemesio Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, era um dos criminosos mais procurados do mundo e tinha recompensa milionária oferecida pelos EUA

A morte de Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) desencadeou uma série de confrontos violentos no México que resultaram em pelo menos 57 mortes, segundo autoridades do país. O líder da organização criminosa, Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, foi abatido durante operação das forças de segurança, provocando ataques coordenados no estado de Jalisco.

De acordo com o secretário de Segurança, Omar García Harfuch, entre os mortos estão 25 integrantes da Guarda Nacional, um agente penitenciário, um funcionário da Procuradoria-Geral do Estado, além de uma mulher. Também morreram 30 integrantes da organização criminosa durante os confrontos registrados após a ofensiva.

El Mencho era considerado um dos narcotraficantes mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos. O governo norte-americano oferecia recompensa de 15 milhões de dólares por sua captura. Ele figurava entre os principais líderes do tráfico internacional após a prisão de nomes como Joaquín Guzmán, o “El Chapo”, e Ismael Zambada, ambos ligados ao Cartel de Sinaloa.

Fundado em 2009, o CJNG se tornou uma das organizações criminosas mais violentas do México, com forte atuação no tráfico de cocaína, heroína, metanfetamina e fentanil. O grupo foi classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista e vinha sendo alvo de intensa pressão internacional. A morte de seu principal líder representa um marco no combate ao narcotráfico, mas também evidencia o alto custo humano da operação.

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