O fortalecimento da bioeconomia no Acre passa pela integração entre ciência aplicada, investimento público e organização comunitária. Com esse objetivo, o Governo do Estado, por meio da parceria entre a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac) e o Programa REM Acre Fase II, vem apoiando iniciativas produtivas sustentáveis, como a Cooperativa de Produtores de Polpa de Frutos Nativos de Mâncio Lima (Coopfrutos).
Nesta segunda-feira, 23, o presidente da Funtac, João Paulo Bittar, esteve na cooperativa para entregar a reforma e ampliação da estrutura física da fábrica. A iniciativa busca ampliar a capacidade produtiva e melhorar as condições de trabalho dos cooperados.

A Coopfrutos aposta na geração de renda a partir da floresta em pé, atuando na extração de óleos vegetais de espécies nativas como buriti, açaí, patauá e andiroba. O modelo alia conservação ambiental e desenvolvimento econômico, agregando valor aos recursos naturais da região.
Para fortalecer essa cadeia produtiva, foram realizadas obras de reforma e ampliação do prédio da cooperativa, além da doação de uma prensa contínua para extração de óleos vegetais. A expectativa é de que as melhorias aumentem tanto a qualidade quanto a quantidade da matéria-prima produzida.

Durante a visita, João Paulo Bittar destacou a relevância do investimento para o avanço da bioeconomia no estado e elogiou o trabalho desenvolvido pelos cooperados. “Esse investimento só faz sentido se vier acompanhado do esforço de vocês: resultado, produção, crescimento. É isso que abre caminho para novos aportes. Se depender do desempenho e da dedicação dos produtores daqui, tenho certeza de que mais investimentos virão”, afirmou.
João também destacou a importância do novo equipamento entregue à cooperativa. “Hoje nós temos uma boa máquina, que vai aumentar muito a produção de vocês. Usem, é de vocês. Cuidem, produzam mais, mostrem a força que essa cooperativa tem”, completou.
Atualmente, mais de 90 famílias estão diretamente envolvidas nas atividades da cooperativa. Com a modernização da estrutura e o novo equipamento, a tendência é ampliar a produção e fortalecer a inserção dos produtos no mercado.









