78% dos brasileiros valorizam carne com sustentabilidade e bem-estar animal, revela pesquisa

A exigência por carne produzida de forma sustentável já é uma demanda do consumidor brasileiro. A pesquisa “O que o brasileiro pensa sobre a carne”, apresentada neste sábado, 21, no Simpósio Nutripura, revela que 78% dos consumidores consideram importante ou muito importante que a produção siga critérios ambientais e de bem-estar animal.

O levantamento, encomendado pelo movimento A Carne do Futuro é Animal e realizado pelo Instituto Qualibest, foi realizado com 1.021 entrevistados em todo o país. Do total de respondentes, 44% indicaram ver a sustentabilidade como fator muito importante, enquanto 34% classificam como importante. 

Ao mesmo tempo, 34% afirmam não saber se a pecuária brasileira avançou nessas práticas, evidenciando que ainda há uma lacuna de comunicação entre o campo e o consumidor. Para o setor, o resultado reforça a necessidade de ampliar a transparência e investir em mecanismos como rastreabilidade, certificações e protocolos de bem-estar animal. 

Apesar disso, a percepção sobre a carne bovina segue positiva. Segundo a pesquisa, 80% avaliam a carne brasileira como boa ou ótima, e 91% afirmam que o consumo traz benefícios à saúde. A proteína vermelha é reconhecida principalmente como fonte de proteínas (82%) e de nutrientes como ferro e vitaminas (57%).

Os dados também indicam estabilidade no consumo no curto prazo. A maior parte dos entrevistados (72%) pretende manter o nível atual de consumo de carne bovina nos próximos seis meses, enquanto 12% dizem que devem aumentar e outros 12% reduzir. Apenas 1% afirmou que tem intenção de deixar de consumir o produto.

Na avaliação do movimento A Carne do Futuro é Animal, esse cenário aponta para um mercado relativamente estável, porém, mais sensível a fatores como sustentabilidade, preço e qualidade. Na prática, isso abre espaço para diferenciação, com produtores e indústrias que conseguirem comprovar boas práticas tendendo a capturar valor, enquanto aqueles que não se adaptarem podem perder competitividade.

Carne do futuro atrelada à redução do impacto ambiental

Quando questionados sobre as prioridades para a chamada “carne do futuro”, 47% dos entrevistados citaram a redução do impacto ambiental. Em seguida aparecem segurança e qualidade (40%), logo depois os atributos sensoriais, como sabor e maciez foram lembrados (37%), indicando que o consumidor não quer abrir mão de qualidade ao exigir práticas mais sustentáveis.

O estudo também mostra que os supermercados concentram a maior parte das compras, com 69% das citações, reforçando o papel do varejo como principal canal de comunicação com o consumidor. Nesse contexto, acredita-se que informações no ponto de venda, como selos, rótulos e certificações, tendem a ganhar relevância na decisão de compra. 

Entre as preferências de produto, 37% dos entrevistados indicaram a carne da raça Angus como a favorita. Na sequência aparecem, Nelore (23%), Wagyu (3%), Hereford (2%) e os demais 34% não não souberam identificar. 

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