‘Quero que Flávio seja mais votado do que o pai dele foi em 2022’, afirma Moro

O senador Sergio Moro declarou nesta quarta-feira (25) que pretende fortalecer a pré-candidatura à presidência de Flávio Bolsonaro no estado do Paraná. Em entrevista ao Morning Show, da Jovem Pan, Moro afirmou que quer uma votação mais expressiva para Flávio do que foi com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração acontece após o parlamentar se filiar ao Partido Liberal (PL).

“Nós temos hoje a candidatura do PL, do Flávio Bolsonaro, bastante consolidada. Convivi com ele no Senado, e ele é uma pessoa bastante preparada, firme e mais serena. Nós dividimos o comando da Comissão de Segurança Pública do Senado Federal – ele é presidente e eu sou vice-presidente -, e essa é uma das pautas principais do país”, disse.

No último dia 18, o PL decidiu apoiar Sérgio Moro no Paraná. Os políticos do partido entendiam que o estado paranaense precisava de um palanque para Flávio. Valdemar Costa Neto, presidente da legenda, chegou a dizer que o partido não poderia ficar com “zero votos” no estado.

Em Brasília, Moro e Flávio dividem o comando da Comissão de Segurança Pública do Senado, com filho de Bolsonaro na presidência e Moro na vice-presidência. “Ele tem esforço em acabar com essa história de passar mão na cabeça de bandido, que é o discurso do Lula”, relatou o parlamentar.

Filiação ao PL

Sobre o acordo de filiação ao PL, Moro explicou que foi procurado pelo partido. “(A sigla) Me procurou, ofereceu a legenda, compartilho muito os princípios e valores com o PL e, acima de tudo, eu sou Fora, Lula, e o Flávio Bolsonaro é um candidato forte, candidato já consolidado do campo da direita e da centro-direita, para derrotar esse projeto petista que é terrível para nosso país”.

Moro minimizou declarações do passado contra Valdemar. “Eu não mudo o que eu disse. Assim como também eles usaram algumas frases pesadas contra mim na época. Mas a gente tem que colocar essas divergências de lado agora para seguir os nossos projetos e pensar no meu estado e no Brasil”.

“Creio que eles também me criticaram no passado. Essas divergências são naturais. Então a gente tem que pensar, acima de tudo, no nosso país e no nosso estado. Meu foco é o estado do Paraná”, finalizou.

Pré-candidatura ao governo do Paraná

Durante a entrevista, Moro também abordou os planos de eleição ao governo do Paraná. “Meu foco esse ano é o Paraná. Estamos construindo um projeto sólido para nosso estado, primeiro protegendo dessas loucuras de Brasília, e do outro lado a gente vai buscar um projeto de excelência”, declarou.

chapa prevê Deltan Dallagnol e Filipe Barros para vagas de pré-candidatos ao Senado. O pré-candidato a vice-governador é Edson Vasconcelos, presidente da Federação das Indústrias do Governo do Paraná. “A gente quer valorizar o desenvolvimento através do setor privado. Nós temos um plano de corte de gastos e redução de impostos. Nós queremos resgatar o combate à corrupção a partir do Paraná, para ser um modelo para o país”, disse Moro.

O senador afirmou que não se enxerga como adversário do Ratinho Jr., que decidiu desistir de concorrer à presidência para “concluir o mandato no Paraná até dezembro deste ano”.

“Eu não sou adversário do governador Ratinho Jr. Respeito o desejo dele de ter um sucessor, mas observo à distância a grande dificuldade de encontrar um nome adequado e a dificuldade que teria no enfrentamento”.

Críticas à aprovação do Senado

Moro fez críticas à aprovação do projeto de lei do Senado de equiparação de misoginia a racismo. O texto é de autoria de Ana Paula Lobato (PSB-MA) e estabelece pena de dois a cinco anos de prisão para ódio ou aversão a mulheres. A votação obteve 67 votos a favor. A proposta agora segue para a Câmara dos Deputados.

Moro afirma que os conceitos do texto do projeto geram riscos. “Projeto mal construído. A liberdade de expressão está de fato em risco no país e, infelizmente, o que nós vimos ontem é que não existia nenhuma margem para que ele fosse nem rejeitado, nem alterado”, afirmou.

O senador pontuou que o feminicídio e a violência doméstica já estão criminalizados na lei. “Claro que a violência contra a mulher é intolerável e isso já está criminalizado na lei com feminicídio e com a própria violência doméstica. A mulher tem que ser protegida. Mas os conceitos desse projeto não estavam bem redigidos”.

“A oposição tentou uma emenda para deixar mais claro e evitar uma descriminalização expansiva da liberdade de expressão, mas não foi possível aprovar. Espero que na aplicação da lei esses riscos sejam diminuídos”, concluiu.

Tópicos:

Nossa responsabilidade é muito grande! Cabe-nos concretizar os objetivos para os quais foi criado o jornal Diário do acre