Em seu editorial publicado neste sábado, 28, o jornal Folha de S.Paulo criticou a recente postura do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao ministro Dias Toffoli. O texto argumenta que a Corte agiu de forma corporativista ao impedir o avanço de investigações que envolvem o magistrado, o que compromete a imagem de isenção do Judiciário.
De acordo com o jornal, a decisão de proteger um de seus membros contra apurações de supostas irregularidades envia uma mensagem negativa ao país. Para o veículo, o tribunal parece criar uma casta de cidadãos acima da lei, dificultando a fiscalização necessária em um regime democrático.
A publicação argumenta que a transparência deve ser a regra, especialmente para aqueles que ocupam as mais altas cadeiras da Justiça. Além disso, o editorial defende que o arquivamento ou o bloqueio de frentes investigativas sem o devido esclarecimento dos fatos apenas alimenta o descrédito da população nas instituições.
Ações do STF dificultam o combate à corrupção
O texto também afirma que o “Supremo dá péssimo exemplo ao proteger Dias Toffoli”. Isso porque a função da Corte deveria ser a guarda da Constituição e não a criação de escudos para seus integrantes.
Em seguida, a Folha sugere que a manutenção desse tipo de blindagem enfraquece indiretamente o combate à corrupção o país. Em um trecho, o editorial afirma que a situação atual reflete uma “deriva corporativista” que isola o STF a justiça cobrada pela população.
Ao final, o jornal reforça que a credibilidade do STF é um ativo valioso demais para ser sacrificado em nome de conveniências internas. A crítica conclui que o STF acaba por “alimentar o ceticismo de quem espera do tribunal o exemplo máximo de integridade”.


