O deputado estadual Arlenilson Cunha (PL) apresentou, nesta terça-feira, 12, um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) que propõe a implementação do Protocolo de Segurança Escolar baseado na metodologia internacional “Run – Hide – Fight”, conhecida em português como “Correr – Esconder – Reagir”, em todas as instituições de ensino públicas e privadas do estado.
A iniciativa surge em resposta ao crescente número de episódios de violência registrados em ambientes escolares no Brasil e no mundo. O parlamentar defende que a adoção de um protocolo estruturado de resposta a ameaças ativas é uma medida urgente e necessária para a proteção da comunidade escolar, incluindo alunos, professores, servidores e demais colaboradores.
A metodologia “Run – Hide – Fight” é amplamente utilizada internacionalmente como referência em situações de emergência envolvendo ameaças ativas. O protocolo orienta as pessoas a adotar procedimentos rápidos e eficazes para a preservação da vida em situações extremas, sendo reconhecido por sua efetividade prática em contextos de alta tensão.
Conforme o texto do projeto, a primeira etapa, “Run” (Correr), prevê a evacuação rápida e organizada do ambiente de risco, com identificação prévia de rotas de fuga e treinamentos periódicos para saída segura das instalações escolares. A segunda etapa, “Hide” (Esconder), envolve a utilização de áreas seguras, procedimentos de bloqueio de portas e janelas, além de orientações para silêncio e comunicação emergencial.
A terceira etapa, “Fight” (Reagir), é aplicável somente em situações extremas, quando não existirem possibilidades de fuga ou ocultação. Nesse caso, o protocolo prevê medidas de defesa pessoal coletiva e a utilização de meios improvisados para neutralização da ameaça até a chegada das forças de segurança pública, sempre com o objetivo de preservar vidas.
O projeto determina que as instituições de ensino realizem treinamentos periódicos com toda a comunidade escolar, promovam palestras educativas sobre prevenção e resposta a emergências e realizem simulações práticas anuais de evacuação e contenção. Também está prevista a integração com órgãos de segurança pública, defesa civil e serviços de emergência, além da elaboração de planos internos de contingência.
Entre as situações contempladas pelo protocolo estão invasões armadas, ameaças violentas nas dependências escolares, ataques ativos, situações de extrema violência com potencial risco coletivo e atendimento pré-hospitalar em ambiente hostil. A proposta também prevê a possibilidade de o Poder Executivo firmar convênios com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e profissionais de psicologia e gestão de crises.
Um ponto de destaque do projeto é a preocupação com a adequação pedagógica e psicológica das ações. O texto estabelece expressamente que todos os treinamentos e simulações deverão ser realizados de forma adequada à faixa etária dos estudantes, respeitando princípios de proteção emocional e psicológica, de modo a não causar traumas ou ansiedade desnecessária nas crianças e jovens.
Na justificativa do projeto, Arlenilson destacou que a proposta busca preparar a comunidade escolar por meio de uma cultura de prevenção e proteção, contribuindo para a redução de riscos e para um ambiente escolar mais seguro. O parlamentar ressaltou que a metodologia adotada é referência mundial e já foi incorporada por diversas nações em seus protocolos oficiais de segurança.




