O QUE LULA PENSA SOBRE A CRIMINALIDADE JUVENIL
Quando ouço os vídeos de Lula dando lições aos seus adversários, afetando superioridade moral no que diz respeito como seu governo trata às pessoas pobres, sobretudo os pobres que cometem crimes de roubo, fico pensando que ele não tem nenhuma preocupação com a coerência do que diz.
Para Lula, o que importa é que os pobres pensem que ele é o seu defensor; que ele é o pai dos pobres. Só o governo dele tem preocupação com os pobres e oprimidos. Mas, repito, Lula não tem nenhuma preocupação com a coerência do seu discurso. Quer apenas seduzir.
Eu gostaria de fazer um paralelo entre duas falas de Lula. Na primeira ele tem um diálogo com Leonardo Boff dizendo de sua simpatia pela Teologia da Libertação. Lula afirma que a Teologia da Libertação foi fundamental para a organização do PT.
Presumivelmente Lula é um católico que professa a Teologia da Libertação; que acredita nesse discurso da opção preferencial pelos pobres, cujo precursor dessa teologia, na América Latina, foi o padre Peruano Gustavo Gutierres.
Na segunda fala Lula dá as causas pelas quais os jovens de 15 e 16 anos cometem o crime de roubo de celulares. São ladrões, diz Lula, porque não têm como comprar um celular, um tênis, de dispor das três refeições por dia.
Aquela lógica da esquerda de que a culpa da prática de crimes pelos pobres é da sociedade, e que os pobres não têm responsabilidade moral pela prática de seus atos; o que é contestado pela ciência, que Lula diz ser um fiel seguidor.
Transcrevo as duas falas abaixo, e que dá uma visão (contraditória) do pensamento de Lula, sobre o que pensa sobre a criminalidade. Isto é, Lula como católico que segue a Teologia da Libertação e como acha que pode resolver a criminalidade juvenil.
No diálogo com Boff, diz Lula:
“O PT não existiria do jeito que ele existe, se não fossem as Comunidades Eclesiais de Base. O PT não existiria se não fosse a Teologia da Libertação. Eu sei o que é o valor de um padre progressista numa cidade pequena. Eu sei o que era alguém ligado à Igreja que participava de uma comunidade. Era o primeiro embrião de um espaço para a gente se reunir”.
Ouçamos Lula agora quando desculpa os jovens de 15 e 16 anos quando praticam crimes de roubo:
“Ora, eu não posso achar que esse moleque que roubou é simplesmente um bandido. Porque se a gente achar que um jovem de 15 ou 16 anos já é bandido a sociedade não tem solução. Quem é que resolve isso: é o Estado. Se esse jovem tivesse condições de ter um tênis, se o jovem tivesse condições de ter um celular, se jovem tivesse condições de ter um mínimo necessário não tinha roubo. Não tinha roubo. Se esse jovem tivesse o que comer, se tivesse o que tomar café, o que almoçar o que jantar, não tinha roubo”.
Confrontando os discursos, a primeira conclusão que chegamos é que Lula não tem nenhuma convicção da religião que diz que foi importante para sua ascensão política (Católica). Não estabelece nenhuma relação entre conduta e valores morais cristãos. Para ele, as causas pelas quais as pessoas pobres cometem crimes, são de ordem meramente econômica. Isto é, o jovem comete crime porque não tem como custear suas necessidades materiais.
Esse discurso de Lula também nos leva a acreditar que, na visão dele, só os pobres cometem crimes. Os ricos não cometem crimes de roubo porque não têm necessidades materiais. Lamentável que, muitos pobres não percebam o quanto esse discurso de Lula é ofensivo à dignidade das pessoas que ele diz defender.
Lula fez muitas críticas ao Presidente Jair Bolsonaro, sob a alegação de que o ex-presidente, na pandemia da Covid 19, ignorou à ciência. Lula se diz um fiel cumpridor da ciência, e que ele se fosse o presidente na pandemia, como cumpridor da ciência, ninguém teria morrido, ou teria havido poucas mortes.
O livro “A Vida na Sarjeta”, do psiquiatra inglês Theodore Dalrymple, com o subtítulo de “O Círculo Vicioso da Miséria Moral”, obra de um cientista que examinou milhares de delinquentes, prova exatamente o contrário do que Lula afirma. Cientificamente.
Para o psiquiatra inglês, com larga experiência em prisões e hospitais do seu país (Inglaterra), tendo atendido milhares de delinquentes, a causa da criminalidade praticada pelos jovens não é apenas de ordem econômica, como diz Lula. São vários fatores de ordem cultural e moral que perpetuam a degradação, frequentemente incentivada pelo vitimismo.
Mas Lula só segue a ciência quando lhe convém. Na questão da criminalidade dos jovens pobres, ao invés de seguir a ciência – ou até mesmo os valores cristãos – prefere seguir a orientação marxista: a culpa é da sociedade. Da injusta sociedade capitalista.
Lula apresenta uma falsa solução para a criminalidade dos jovens. Transcrevo sua fala com a solução proposta por ele em negrito. Eis:
Ora, eu não posso achar que esse moleque que roubou é simplesmente um bandido. Porque se a gente achar que um jovem de 15 ou 16 anos já é bandido a sociedade não tem solução. Quem é que resolve isso: é o Estado. Se esse jovem tivesse condições de ter um tênis, se jovem tivesse condições de ter um celular, se jovem tivesse condições de ter um mínimo necessário não tinha roubo. Não tinha roubo. Se esse jovem tivesse o que comer, se tivesse o que tomar café, o que almoçar o que jantar, não tinha roubo”.
Para Lula quem deve resolver o problema da criminalidade dos jovens é o Estado. Essa proposta de Lula contraria frontalmente um princípio da Igreja Católica, ou seja, o princípio da subsidiariedade.
Onde estão as convicções católicas de Lula?
O princípio da subsidiariedade na Igreja Católica estabelece que uma instância superior (Estado) não deve intervir na esfera interna de uma instância inferior, no caso, à família. É a família que deve educar os jovens para respeitar algo que é fundamental para uma sociedade civilizada: o direito de propriedade.
Na visão coletivista de Lula quem deve educar os jovens é o Estado. Ocorre que o Estado não educa. O que o Estado pode proporcionar é apenas instrução. Quem educa são as famílias, transmitindo valores morais (cristãos).
Para Lula, a pauta da família, dos valores é uma coisa atrasada. Portanto, sua solução para criminalidade juvenil, é a velha proposta marxista que não deu certo em lugar algum, ou seja, a educação feita pelo Estado, cujo exemplo mais recente que não funcionou é o da Venezuela.
Indague-se do povo venezuelano como o “Socialismo do Século XXI” tratou a criminalidade jovem naquele país; pergunte ao jovem venezuelano se quer voltar àquela sociedade liderada por Nicolás Maduro, que mantinha o “El Helicoide”, a prisão do regime comunista criado Hugo Chaves, e que torturava os jovens que pediam liberdade em seus protestos?
A velha cartilha marxista de Lula não funciona mais porque os jovens agora têm mais informações. E é por isso que o PT quer regulamentar as redes sociais.


