O Acre vive um novo ciclo de crescimento no setor frigorífico e de exportações. Neste sábado, o Nosso Frigorífico realizou o embarque do primeiro container de carne bovina destinado a Singapura, um dos mercados mais exigentes do sudeste asiático, consolidando o avanço da indústria acreana no comércio internacional.
A operação simboliza uma transformação vivida pelo setor nos últimos anos. Há cinco anos, o Acre exportava carne para apenas cinco países. Hoje, os frigoríficos acreanos já alcançam 17 mercados internacionais e a expectativa do setor é ampliar esse número para 25 até o fim do ano.

O embarque ocorreu na unidade industrial do Nosso Frigorífico, que atualmente emprega diretamente cerca de 450 trabalhadores e vem ampliando a capacidade produtiva após uma série de investimentos realizados nos últimos anos. O diretor da empresa, Murilo Leite, classificou o momento como histórico para o Acre. “O nosso frigorífico concentra praticamente metade dos investimentos realizados no setor nos últimos anos. Isso representa geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico para o Acre. Nós tentávamos há muitos anos avançar nesses mercados e hoje estamos vivendo um momento histórico”, afirmou.
A primeira carga destinada a Singapura saiu da unidade industrial em uma carreta do tipo rodotrem, transportando cerca de 27 toneladas de carne bovina até o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, de onde seguirá para a Ásia. Além de Singapura, o Acre já exporta para países da América do Sul, Ásia e Oriente Médio. O setor também vem se adaptando às exigências internacionais, incluindo protocolos específicos como o Abate Halal, utilizado para atender países muçulmanos, como a Arábia Saudita.

Nos últimos três anos, o setor frigorífico acreano anunciou cerca de R$ 120 milhões em investimentos, sendo quase metade concentrada no Nosso Frigorífico. Com isso, a capacidade de abate da unidade praticamente dobrou, passando de 400 para 800 animais por dia. Já o processamento industrial saltou de 100 para 500 animais diariamente. Outras empresas do setor também ampliaram operações no estado, fortalecendo a cadeia produtiva da pecuária e consolidando o Acre como uma nova fronteira de exportação de proteína animal no país. “O empresariado acreditou, investiu e fez acontecer. Hoje é um momento de celebração para todo o setor frigorífico acreano”, concluiu Murilo Leite.



