‘Quem votar no Flávio provavelmente vai entregar eleição a Lula’, diz Zema

O ex-governador de Minas Gerais (MG) Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta segunda-feira (25), que “quem está votando no Flávio [Bolsonaro, do PL-RJ], muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula (PT)”. De acordo com o ex-chefe do Executivo de MG, a declaração é baseada em resultados de pesquisas recentes que indicam a manutenção do percentual do petista, enquanto o do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta queda.

Ex-governador de Minas Gerais critica fragmentação da direita e afirma que não apoiará candidatos próximos a pessoas condenadas.

“Eu fico muito preocupado em que nós estejamos entregando para a esquerda mais uma vez essa eleição. E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve o seu posicionamento enquanto ele caiu”, disse Zema.

O ex-governador de MG ressaltou que, embora Bolsonaro tenha o mérito de resgatar o movimento de direita no Brasil, a coerência deve ser mantida nas alianças políticas. O político criticou a aproximação de pré-candidatos com figuras que ele classifica como “bandidos” e afirmou que tal comportamento é um indício negativo.

No último dia 13, o portal Intercept Brasil revelou mensagens entre Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nas informações reveladas pelo site, o senador pediu dinheiro para o financiamento do filme sobre Bolsonaro, chamado “Dark Horse”.

“Sou o pré-candidato que mais criticou todos que se aproximaram do banqueiro bandido [se referindo a Vorcaro]. Até ministro do Supremo. Se eu critiquei ministro do Supremo, eu não vou criticar um pré-candidato a presidente? Para mim, aproximou de bandido é mau indício”, ressaltou.

Críticas ao PT

Durante sua fala, 0 ex-governador criticou o Partido dos Trabalhadores (PT) e disse que trabalhará, caso chegeu no segundo turno, contra a sigla de Lula.

“Aqui no Brasil nós vamos ter a mesma situação do Chile. O Chile teve vários pré-candidatos pela direita e no segundo turno todos estavam unidos contra a esquerda. Aqui no Brasil eu estarei no segundo turno trabalhando contra o PT”, afirmou Zema.

O pré-candidato utilizou a situação política de Minas Gerais como exemplo, defendendo que sua gestão paralisou a influência do PT no estado devido à comparação entre as administrações. Para ele, a rejeição ao partido em Minas é reflexo da avaliação de gestões anteriores.

“A comparação da corrupção, da incompetência do governo PT em Minas com o meu foi tão grande que eles ficaram com vergonha de lançar candidato lá. Em Minas o PT, graças a Deus, está encaixotado, está morto. Espero que continue assim por muitas décadas”, finalizou.

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