O médico infectologista é pré-candidato a Governo do Acre, Dr. Thor Dantas participou, nesta semana, de uma reunião com o diretor do Centro da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Inteligência Pandêmica e Epidêmica (WHO Hub for Pandemic and Epidemic Intelligence), sediado em Berlim, na Alemanha. A agenda teve como objetivo apresentar a experiência do Acre no enfrentamento à Covid-19, discutir os desafios da saúde pública na Amazônia e prospectar parcerias internacionais voltadas à pesquisa, inovação, desenvolvimento tecnológico e captação de recursos para fortalecer a saúde no estado.
Durante o encontro, Dr. Thor apresentou a realidade sanitária do Acre, estado localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia, uma região estratégica para a vigilância epidemiológica mundial por reunir condições que favorecem tanto a circulação de doenças infecciosas já conhecidas quanto o eventual surgimento de novos agentes patogênicos.
“Essa é uma reunião com um centro de excelência da Organização Mundial da Saúde, uma instituição que é referência mundial quando se trata do controle de doenças. Viemos apresentar a realidade da saúde pública do Acre, compartilhar a nossa experiência no enfrentamento da Covid-19 e buscar parcerias que possam fortalecer a pesquisa, a inovação e a capacidade de resposta da nossa região”, afirmou.
Entre os temas apresentados estão os principais desafios de saúde enfrentados pela população amazônica, como malária, leishmaniose, tuberculose, hanseníase, hepatites virais e meningites, além da necessidade de ampliar a capacidade de vigilância diante do surgimento de novas doenças na floresta amazônica.
Outro destaque da reunião foi a apresentação do Laboratório Mérieux, instalado na Fundação Hospitalar do Acre. Implantado durante a pandemia, o laboratório foi um dos primeiros do Brasil a realizar o diagnóstico da Covid-19 e conta com estrutura de Nível de Biossegurança 3 (NB-3), capaz de manipular agentes biológicos de alta complexidade.
“O Laboratório Mérieux representa uma das maiores capacidades instaladas da Amazônia para o diagnóstico de doenças infecciosas. Foi fundamental durante a pandemia e continua sendo uma estrutura estratégica para responder aos desafios da nossa região. Agora buscamos parcerias que nos permitam ampliar sua capacidade científica, tecnológica e garantir recursos para que continue cumprindo esse papel”, destacou.
Segundo Dr. Thor, aproximar o Acre de instituições internacionais de excelência é um passo importante para fortalecer a ciência produzida na Amazônia e ampliar a capacidade de resposta da saúde pública.
“O Acre tem muito a contribuir com o mundo, porque vivemos em uma região única, no coração da Amazônia. Ao mesmo tempo, precisamos construir pontes com centros internacionais de pesquisa para desenvolver soluções que beneficiem a nossa população e fortaleçam o enfrentamento das doenças que fazem parte da nossa realidade”, concluiu.
A agenda também abre caminho para futuras cooperações entre o Acre e a Organização Mundial da Saúde nas áreas de vigilância epidemiológica, pesquisa científica, inovação tecnológica e desenvolvimento de estratégias para prevenção e resposta a epidemias e pandemias.



