O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgaram, nesta quarta-feira (22), uma nota pública de repúdio ao ataque sofrido pelo jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, durante um assalto à sua residência, em Cruzeiro do Sul. As entidades classificaram o episódio como grave e defenderam uma investigação rápida, transparente e independente para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
O caso ocorreu na madrugada desta quarta-feira, quando quatro homens armados invadiram a casa do comunicador, o agrediram fisicamente e roubaram dinheiro e outros pertences. Durante a ação, um dos criminosos teria perguntado à vítima: “É tu que fala de política?”. Segundo o Sinjac e a FENAJ, embora ainda não seja possível afirmar que o ataque tenha relação com a atividade profissional de Chico Melo, essa hipótese deve ser apurada com rigor pelas autoridades.
Na nota, as entidades solicitam que a Polícia Civil identifique os autores, esclareça a motivação do crime e responsabilize todos os envolvidos. A FENAJ informou ainda que encaminhará o caso ao Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, para acompanhamento e monitoramento da ocorrência.
Para o Sinjac e a FENAJ, qualquer ato de violência ou intimidação contra profissionais da comunicação representa uma ameaça à liberdade de imprensa, ao direito da sociedade à informação e à própria democracia. As entidades também manifestaram solidariedade ao jornalista, aos familiares e aos colegas de profissão, desejando sua plena recuperação.
Nota na íntegra
Nota de Repúdio
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestam veemente repúdio ao ataque sofrido pelo jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, durante a invasão de sua residência, em Cruzeiro do Sul, na madrugada desta quarta-feira (22).
Segundo informações divulgadas, quatro homens armados invadiram o imóvel, agrediram o profissional com socos e uma coronhada na cabeça, causando um ferimento que exigiu atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O caso se torna ainda mais grave diante do relato de que um dos criminosos teria perguntado: “É tu que fala de política?”. Embora ainda não seja possível afirmar que o ataque tenha relação com a atividade profissional de Chico Melo, essa hipótese não pode ser ignorada e deve ser apurada com rigor.
O Sinjac e a FENAJ cobram da Polícia Civil do Acre uma investigação célere, transparente e independente, capaz de esclarecer a autoria, a motivação e todas as circunstâncias do crime, garantindo que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
A FENAJ informa ainda que levará o caso ao Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, para acompanhamento e adoção das medidas cabíveis no âmbito do monitoramento das violências praticadas contra profissionais da comunicação.
Atacar um profissional da comunicação, especialmente dentro de sua própria residência, é uma violência inadmissível. Qualquer tentativa de intimidar jornalistas ou comunicadores representa uma ameaça à liberdade de imprensa, ao direito à informação e à própria democracia.
As entidades manifestam total solidariedade a Chico Melo, a seus familiares, amigos e colegas de profissão, desejando sua plena recuperação.
Informar não é crime. Questionar não é crime. Fazer jornalismo não é crime.
Luiz Cordeiro de Souza
Presidente do Sinjac
Samira de Castro
Presidenta da FENAJ



