Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira, 11, o senador Marcio Bittar (PL-AC) criticou a atuação de organizações não governamentais (ONGs) na Amazônia e questionou os resultados das ações ambientais atribuídas a entidades que atuam na região. A manifestação ocorreu durante debate sobre a atuação dessas organizações na região amazônica.
Representante do Acre no Senado, Bittar direcionou parte de sua fala aos ambientalistas do estado e questionou a existência de obras concretas de recuperação ambiental realizadas por ONGs na região. O senador citou como exemplos a recuperação de matas ciliares, de rios assoreados e de áreas degradadas pertencentes a pequenos produtores rurais.
“Não tem dez metros de recuperação de mata ciliar, não tem um quilômetro de recuperação de leito de rio assoreado, não tem uma área degradada que tenha sido recuperada do pequeno produtor rural da Amazônia brasileira”, afirmou o parlamentar durante o pronunciamento.
Bittar também defendeu o trabalho realizado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, da qual foi relator em 2023. Segundo o senador, a comissão contribuiu para ampliar o debate público sobre a atuação e os interesses das organizações que desenvolvem atividades na Amazônia.
A crítica de Bittar se concentra, portanto, na relação entre o volume de atuação das organizações na região e os resultados ambientais que, segundo ele, poderiam ser verificados diretamente em áreas como recuperação de vegetação, rios e propriedades rurais. O senador cobrou que os ambientalistas do Acre apresentem exemplos concretos dessas ações.
As declarações ocorreram durante pronunciamento em Plenário e fazem parte da discussão recorrente no Congresso Nacional sobre a atuação de organizações não governamentais, políticas ambientais e a destinação de recursos para a Amazônia. As informações sobre o pronunciamento são da Agência Senado.


