Desembargador Samoel Evangelista é escolhido para integrar o TRE-AC no biênio 2026/2028

O desembargador Samoel Evangelista foi eleito pelo Tribunal Pleno Administrativo do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) para integrar o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) como membro titular da classe dos desembargadores no biênio 2026/2028. A escolha ocorreu por maioria de votos, após consulta aos magistrados aptos ao pleito.

A definição da vaga seguiu o critério de antiguidade. Os desembargadores Roberto Barros, Denise Bonfim, Waldirene Cordeiro, Júnior Alberto, Elcio Mendes e Luís Camolez renunciaram às respectivas candidaturas. Com isso, Samoel Evangelista foi o único desembargador a manter o interesse em concorrer à vaga.

Sob relatoria do desembargador Laudivon Nogueira, o voto destacou que Evangelista atendia às exigências constitucionais e regimentais para ocupar a função, além de ser o magistrado com mais tempo de carreira entre os elegíveis. A votação terminou com aprovação por maioria e registrou um voto em branco, proferido pelo desembargador Luís Camolez.

A vaga foi aberta após a Presidência do TRE-AC comunicar oficialmente ao Tribunal de Justiça o término do mandato da desembargadora Waldirene Cordeiro. Com a nova escolha, Samoel Evangelista retorna à Corte Eleitoral, instituição que já presidiu entre 2007 e 2009.

Natural de Rio Branco, no bairro do Bosque, Evangelista possui mais de cinco décadas de atuação no serviço público acreano. Iniciou a carreira aos 14 anos como auxiliar de limpeza na Secretaria de Segurança Pública. Posteriormente, ingressou por concurso na Polícia Civil e exerceu funções como diretor de departamentos, corregedor-geral, diretor-geral do órgão, diretor do Detran e secretário de Segurança Pública em duas oportunidades.

Formado em Direito pela Universidade Federal do Acre (Ufac), Evangelista ingressou no Ministério Público do Acre, onde atuou como promotor nas comarcas de Tarauacá e Cruzeiro do Sul, chegando aos cargos de procurador de Justiça e corregedor-geral. Em agosto de 2002, assumiu a vaga de desembargador do TJAC destinada ao quinto constitucional do Ministério Público. No Tribunal de Justiça, foi vice-presidente nos períodos de 2003 a 2005 e 2011 a 2013, presidente entre 2005 e 2007 e corregedor-geral da Justiça no biênio 2009/2011.

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