Comprar carne no supermercado pode custar até 14,4% mais do que no açougue, dependendo do corte. Levantamento realizado pelo PET Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), entre os dias 8 e 15 de agosto, mostrou que 12 dos 14 cortes bovinos pesquisados apresentaram preço médio maior nos supermercados. Apenas o fígado e o contrafilé tiveram valores menores nesses estabelecimentos.
A maior diferença foi encontrada no filé. O quilo custava, em média, R$ 67,83 nos açougues e R$ 77,57 nos supermercados, uma diferença de R$ 9,74 por quilo ou 14,4%. O patinho também apresentou uma diferença expressiva, de 12,5%, passando de R$ 38,43 para R$ 43,25.
Na sequência, o coxão mole registrou diferença de 12,4%, com preço médio de R$ 40,20 no açougue contra R$ 45,19 no supermercado. Já o coxão duro custava R$ 34,69 no açougue e R$ 38,69 no supermercado, uma variação de 11,5%.
A pesquisa também apontou diferença no preço de cortes tradicionalmente mais procurados. A picanha custava R$ 72,37 o quilo no supermercado, contra R$ 67,85 no açougue, diferença de 6,7%. Na fraldinha, o preço médio passou de R$ 38,22 para R$ 41,44, uma diferença de 8,4%.
As duas exceções foram o fígado e o contrafilé. O fígado estava 12,5% mais barato no supermercado, com preço médio de R$ 12,77, contra R$ 14,60 no açougue. No contrafilé, a diferença também favoreceu o supermercado, onde o quilo custava R$ 42,50, contra R$ 45,38 no açougue, uma redução de 6,3%. A cartela com 30 ovos, também pesquisada, apresentou preço médio de R$ 19,68 no açougue e R$ 20,76 no supermercado.
Além da comparação entre os estabelecimentos, o PET Economia da Ufac identificou alta na maioria dos produtos em relação ao levantamento anterior. A agulha teve o maior aumento, de 7,09%, seguida pelo fígado, com 5,11%, e pelo acém, com 5,05%. Também houve alta em outros cortes, enquanto somente o contrafilé apresentou queda, de 2,72%. A cartela com 30 ovos também recuou, 5,28% em relação ao período anterior.



