“Ao mesmo tempo em que você endurece o combate ao crime, precisa abrir a economia da Amazônia”, afirmou o senador Marcio Bittar (PL), candidato à reeleição, durante entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (26) ao programa Povo na TV, da TV Norte, afiliada ao SBT. Ao longo da conversa, o parlamentar apresentou sua visão para segurança pública, desenvolvimento econômico e integração da Amazônia, defendendo mudanças na legislação, investimentos em infraestrutura e medidas para ampliar a produção e a geração de empregos.
Ao abordar a expansão das facções criminosas, Bittar afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do Acre e representa uma perda de território para o Estado. “Hoje, um quarto da população brasileira, portanto mais de 50 milhões de brasileiros, vive sob o domínio das facções criminosas”, declarou. Para o senador, a resposta para isso passa pelo fortalecimento das forças de segurança, pela defesa das fronteiras e por mudanças na legislação.
Bittar também defendeu o endurecimento das leis penais, citando como prioridades o fim da chamada “saidinha” e mudanças nas regras da audiência de custódia. “Nós vamos trabalhar para acabar com a saidinha, para acabar com a liberalidade da audiência de custódia”, afirmou. Segundo ele, a política de segurança deve colocar as vítimas no centro das ações. “Nós temos que ter preocupação com a vítima. A maior preocupação do Estado deve ser a de protegê-la”.
Na avaliação do senador, uma mudança na política nacional de segurança passa também pela eleição presidencial. “Nós temos duas frentes para recuperar o território perdido. A primeira é ganhar a eleição com o Flávio Bolsonaro”, disse. Ele defendeu ainda um pacote de medidas para endurecer a legislação e aumentar a atuação do Estado contra as organizações criminosas.
A segurança, entretanto, foi apresentada por Bittar como apenas uma parte de uma agenda mais ampla para a Amazônia. O senador defendeu a abertura da economia regional, com segurança jurídica, produção e geração de empregos, argumentando que o desenvolvimento também é uma ferramenta para reduzir a vulnerabilidade social.
Outro eixo destacado pelo senador foi a infraestrutura como instrumento de integração e desenvolvimento. Bittar citou estradas que, segundo ele, precisam ser construídas ou recuperadas para reduzir o isolamento de municípios acreanos. “Não tem cabimento você estar proibido de fazer uma estrada de Marechal Thaumaturgo a Porto Walter, de Porto Walter a Cruzeiro do Sul. Você não pode fazer estrada para tirar do isolamento Santa Rosa e Jordão”, afirmou. Para ele, a falta de infraestrutura compromete não apenas a produção, mas também a oferta de saúde, educação e outros serviços públicos.
Além das obras, a agenda defendida por Bittar inclui crédito, assistência técnica e apoio aos produtores, com o objetivo de ampliar a produção e a geração de renda na região. O senador também defende maior controle sobre organizações não governamentais que recebem recursos estrangeiros, além de autonomia para povos indígenas escolherem seus próprios caminhos de produção e desenvolvimento.


