Carla Cristina contesta alegação de falta de tempo e suspeita que sua exclusão da cerimônia esteja relacionada ao posicionamento político mantido publicamente.
A atual rainha do Festival da Farinha, Carla Cristina, afirmou que foi impedida de realizar a tradicional entrega da faixa e da coroa à sua sucessora em Cruzeiro do Sul. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela relacionou a decisão às posições políticas que manifesta publicamente, como o apoio à governadora Mailza.
Segundo Carla, a organização justificou sua ausência informando que a programação terá duração de apenas duas horas e que não haveria tempo para a passagem do título. Ela contestou a explicação e ressaltou que o ato simbólico poderia ser realizado de maneira rápida, sem comprometer o restante da festa.
“Talvez para algumas pessoas isso pareça algo pequeno, mas para mim não é”, declarou.
Ao falar sobre seu posicionamento político, Carla relembrou que, desde o início de sua participação no festival, declarou apoio a uma candidata que não contava com a preferência da organização.
“Na época, eu entrei declarando meu apoio a uma candidata que não era a candidata da organização. Continuo defendendo as pessoas em quem acredito e que considero relevantes. A minha opinião sempre deixei de maneira pública e transparente”, afirmou no vídeo, ao se referir ao apoio a Mailza.
Carla também relatou outros episódios nos quais afirma ter sido prejudicada. Para ela, a retirada da cerimônia de transmissão da faixa e da coroa pode representar uma retaliação por suas manifestações políticas.
O caso provoca questionamentos sobre uma possível interferência político-partidária na condução de uma celebração que pertence à cultura e à população de Cruzeiro do Sul. A entrega da faixa e da coroa representa o encerramento do ciclo da atual rainha e a passagem simbólica da função à nova representante do festival.
Carla explicou que permaneceu em silêncio por um longo período para preservar a imagem da festa, mas decidiu tornar o episódio público por entender que divergências políticas e pessoais não podem se sobrepor às tradições do município.
“O festival é nosso. Não é de partido, não é de político A ou B”, ressaltou.
Mesmo diante do encerramento conturbado de seu ciclo, Carla reafirmou o orgulho de ter representado a cultura, a identidade de Cruzeiro do Sul e a força das mulheres no Festival da Farinha.
A organização do evento deve ser procurada para esclarecer por que a cerimônia tradicional foi retirada da programação e responder à suspeita de retaliação política levantada pela atual rainha.



