O senador reeleito Marcio Bittar (PL-AC) publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (12) em que critica artistas que manifestaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, o parlamentar questiona as motivações do posicionamento político de parte da classe artística e levanta suspeitas de relação com recursos da Lei Rouanet.
Segundo Bittar, há uma diferença entre as manifestações públicas de artistas e suas reações a temas como a atuação de regimes autoritários na América Latina, os crimes cometidos pelo grupo Hamas e os indicadores ambientais e sociais do Brasil. “Se eles defendem o meio ambiente, é da boca para fora”, afirmou o senador.
Bittar criticou também a atuação da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e citou problemas de saneamento e acesso à água tratada no estado. O parlamentar também afirmou que houve aumento de feminicídios e estupros durante o atual governo Lula e fez comparações entre os períodos de gestão em relação à situação da Amazônia. As afirmações foram feitas no vídeo, sem apresentação de dados que permitam verificar os números mencionados.
O senador também questionou os recursos movimentados pela Lei Rouanet durante o atual mandato presidencial. “Será que tem a ver com a Lei Rouanet? Será que tem a ver que a Lei Rouanet, na volta do PT, bateu um recorde?”, perguntou. Bittar afirmou que os valores relacionados ao governo Lula chegariam a quase R$ 9 bilhões e sugeriu que incentivos federais poderiam explicar o apoio de parte dos artistas ao presidente, mas não apresentou provas de que manifestações políticas tenham sido motivadas por benefícios financeiros.
Ao final da gravação, Bittar disse acreditar que a população está mais atenta ao debate político e criticou o que chamou de tentativas de influenciar os eleitores por meio de músicas e manifestações públicas. O senador encerrou a mensagem convocando seus apoiadores a se mobilizarem em torno de Flávio Bolsonaro (PL), identificado por ele como candidato à Presidência da República, e declarou que espera uma mudança política no país no dia 25.


