A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, prepara uma ação judicial após a propaganda eleitoral dele ser exibida sem áudio na tarde desta segunda-feira (12). Internamente, pessoas próximas ao parlamentar classificaram o episódio como “sabotagem”.
A campanha afirma que o material foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em perfeitas condições, com o som verificado e checado, funcionando corretamente. Entre pessoas próximas a Flávio que levantaram a hipótese de sabotagem, o fato de a propaganda do presidente Lula, exibida logo depois, ter sido transmitida com áudio normalizado, foi apontado como argumento.
Auxiliares do candidato destacam, ainda, que a propaganda programada para esta segunda tinha como principal objetivo o “combate às fake news que assolam a campanha de Flávio”.
A primeira parte da peça tinha motivação religiosa. O vídeo original foi personalizado para o feriado de Nossa Senhora Aparecida e afirma que, se eleito, Flávio manterá a Santa como padroeira do Brasil. A segunda etapa do material contava com a participação da economista Daniella Marques, que desmentia informações sobre um possível corte de programas sociais em uma eventual reformulação da economia do país.
A transmissão das propagandas eleitorais é coordenada pelo Pool de Mídia das Eleições 2026. No caso da propaganda presidencial em rede, uma emissora fica responsável pela geração do sinal, que é captado e retransmitido pelas demais. Dessa forma, uma falha na origem pode comprometer a exibição em diferentes canais que recebem a mesma transmissão.
Em um vídeo enviado à imprensa após o episódio, Flávio se manifestou sobre a falha na transmissão.“Hoje, pela primeira vez na história de uma campanha presidencial, o meu programa eleitoral foi transmitido sem som. Eles acham que vão calar minha voz. Mas não vão calar, não vão conseguir, não adianta”, declarou o senador.
Em nota, o TSE afirma que “não foram carregados os áudios de nenhuma das duas propagandas de televisão em bloco”. O Tribunal alega, no entanto, que “houve tempo hábil para correção do problema antes da exibição da segunda propaganda, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva”.


