A aeronave que realizou um pouso forçado em um rio no interior do Acre, neste sábado (17), foi fabricada em 1977 e não possuía autorização para operação comercial de táxi aéreo, conforme consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O avião, de prefixo PT-NLE, é do modelo EMB-711C, fabricado pela Neiva.
De acordo com o comprovante consultado, a aeronave tem capacidade para três passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.202 quilos. O documento classifica sua situação cadastral como normal e informa que não havia gravames registrados no momento da consulta.
O registro aponta Rivaneide Lima Gois, assistente social de Manoel Urbano, como proprietária do avião. Conforme os dados disponíveis, a aquisição ocorreu em 24 de setembro de 2025. O documento também classifica o operador como privado.
A consulta ao RAB indica que a aeronave não tinha autorização para operação comercial de táxi aéreo, atividade regulamentada pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 135. O registro também não apontava autorização para Serviço Aéreo Especializado (SAE), operações comerciais sob o RBAC nº 121 ou voos de instrução conforme o RBAC nº 141.
Apesar das informações cadastrais, a ausência de autorização para táxi aéreo não significa, por si só, que o voo realizado fosse irregular, pois isso depende da finalidade e do enquadramento da operação. Os dados disponíveis também não esclarecem as circunstâncias do pouso forçado nem permitem relacionar a idade do avião ao incidente. As causas deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.



