O presidente estadual do Partido Liberal (PL) no Acre, João Paulo Bittar, filho do senador Marcio Bittar, questionou o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25). Em vídeo publicado nas redes sociais, o dirigente levantou dúvidas sobre o crescimento da votação do petista em comparação com o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa.
“Lula acaba de ser reeleito presidente da República, mas vocês querem que, em pleno juízo de consciência, eu acredite que Lula conseguiu aumentar mais de 10 milhões de votos, enquanto Flávio, que tinha o apoio de praticamente todos os outros candidatos à Presidência da República, aumentou só 3 milhões?”, questionou João Bittar.
Os números oficiais mostram que Lula passou de aproximadamente 53,8 milhões de votos no primeiro turno para 64,2 milhões no segundo. Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou de cerca de 56,1 milhões para 59,8 milhões de votos. A diferença no crescimento da votação entre os candidatos foi um dos principais pontos levantados pelo dirigente do PL, que utilizou esses dados para questionar o resultado eleitoral.
João Bittar também criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin sobre a extensão do horário de votação. “Isso tudo enlameado por uma decisão unipartidária, uma decisão esquisitíssima do STF, que deveria ter sido tomada pelo TSE. Então, vocês realmente querem que alguém acredite nisso e que foi tudo normal?”, declarou.
O dirigente estadual também mencionou o aumento do comparecimento às urnas no segundo turno como um dos fatores que, em sua avaliação, precisam ser esclarecidos. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que a abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para aproximadamente 19,2% no segundo. A votação foi estendida apenas nas seções eleitorais que ainda não haviam encerrado os trabalhos às 17h, conforme esclarecimento oficial da Justiça Eleitoral.
Ao final da manifestação, João Bittar defendeu que as circunstâncias do processo eleitoral sejam investigadas. “Não, essa eleição não foi normal e nós temos que averiguar o que aconteceu, porque eu não tenho dúvidas de que estranho foi e que nós fomos prejudicados”, afirmou.


