O senador reeleito Marcio Bittar (PL-AC) comentou o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 em um vídeo publicado nas redes sociais na tarde desta segunda-feira (26). Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar questionou aspectos do processo eleitoral, mas afirmou que não apresentaria acusações de fraude sem provas. “Eu não vou estar aqui dizendo que houve golpe sem apresentar prova. Não vou inventar aquilo que eu não posso provar. Mas também não posso fingir que nada aconteceu”, declarou.
Bittar chamou atenção para o crescimento da votação de Lula entre os dois turnos e comparou o resultado com o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Lula recebeu cerca de 53,9 milhões de votos e chegou a 64,3 milhões no segundo. Flávio passou de aproximadamente 56,1 milhões para 59,8 milhões de votos. O senador questionou a diferença no crescimento da votação e citou a extensão do horário de votação em algumas seções como um dos pontos que, em sua avaliação, precisam ser esclarecidos.
“Isso, por si só, prova fraude? Não. Mas, diante de uma eleição tão extraordinária, perguntar, fiscalizar, exigir absoluta transparência não deveria ser tratado como crime”, afirmou. O senador também comentou a reação dos mercados financeiros após o resultado eleitoral. Bittar afirmou que a bolsa de valores caiu, que o dólar subiu e que os juros avançaram, associando esses movimentos à incerteza sobre os rumos da economia brasileira. “Mas talvez a pergunta mais importante agora não seja como isso aconteceu. Talvez seja como chegamos até aqui”, declarou.
Na avaliação de Bittar, a esquerda mantém uma estrutura organizada de atuação política e utiliza o medo como instrumento eleitoral. Ele criticou mensagens da campanha adversária que, segundo ele, apresentavam possíveis perdas de direitos e benefícios sociais caso Flávio Bolsonaro vencesse. O senador também destacou o resultado no Acre, onde Flávio recebeu quase 70% dos votos válidos.
“Não adianta aparecer apenas durante as eleições. Temos que estudar mais, fiscalizar, participar, organizar, temos que disputar ideias e, acima de tudo, temos que permanecer dentro da lei e exigir que as instituições também permaneçam”, afirmou. O senador concluiu dizendo que continuará na oposição e defendendo a liberdade, a responsabilidade e o direito dos brasileiros de questionar e fiscalizar as instituições.


