Na Audiência Pública realizada nesta sexta-feira, 20, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs no Acre, os senadores se pronunciaram após sua visita à Reserva Extrativista Chico Mendes. O presidente da CPI, senador Plínio Valério, começou a sessão, agradeceu ao presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Luiz Gonzaga, por abrir as portas do Legislativo, e expressou sua preocupação com as descobertas feitas durante a visita à reserva.
“Entendo isso como um incentivo ao que estamos fazendo. A CPI das ONG’s foi instalada para abrir a caixa preta dessas organizações. Sou de Eirunepé e já vi muita coisa, mas ontem na reserva Chico Mendes fiquei com o coração partido com os relatos colhidos e até quarta-feira, levarei uma denúncia ao Ministério Público Federal pedindo providências”, afirmou o senador.
Valério seguiu falando sobre o que foi ouvido por ele na Reserva Chico Mendes: “Ouvi relatos de que colocaram fuzil na cabeça de uma mulher, deram tapa em pai de família, destruíram pontes, disseram que não se pode plantar, colher, nem vender nada ali. Ver trabalhadores chorando e passando por tanta dificuldade nos move a buscar justiça. Das ONGs que estamos investigando, cinco foram depor e, somente elas, já arrecadaram mais de R$ 2 bilhões”, alertou o parlamentar.
Plínio disse que tentam passar uma falsa imagem de que os componentes da CPI das ONGs são vilões, mas assegurou que a verdade será revelada e toda irregularidade cometida virá à tona. “Nós vamos desmascarar isso para o Brasil. O senador Márcio não é o relator atoa, ele abraçou essa causa como uma missão de vida”, disse, passando o comando da sessão para Bittar.
O Diário do Acre marcou presença na audiência e pontua que as ações da CPI sinalizam a crescente atenção e preocupação com a atuação das ONGs na Amazônia e a necessidade de garantir que os interesses das comunidades e a soberania nacional sejam preservados.



