Já que o caso Marielle aparentemente está resolvido. Vamos à próxima investigação? Quem mandou matar Jair Bolsonaro?
A pergunta voltou à tona neste domingo, 24, após a prisão dos suspeitos de mandar matar a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), e o motorista dela, Anderson Gomes, ambos assassinados em 2018.
Depois de seis anos, investigações em conjunto da PF, PGR e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), chegaram a Chiquinho Brazão, o irmão dele e conselheiro no Tribunal de Contas do Estado carioca, Domingos Brazão; e Rivaldo Barbosa, à época, que atuava como chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Todos os três foram presos no Rio.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro, ao comentar sobre a prisão dos três suspeitos, disse que o encaminhamento das investigações serviram para mostrar que seu pai, o ex-presidente Bolsonaro, “não tem qualquer relação com o caso”.
“Para a frustração de algumas pessoas, o que era óbvio está ainda mais claro: Bolsonaro não tem qualquer relação com o caso. Apesar desse fato inequívoco, a esquerda quer criar uma associação que não existe. Esse tipo de farsa narrativa é perigosa e criminosa”, disse.
Mas a pergunta ainda persiste. Quem mandou matar Bolsonaro?
Esse questionamento passou a ser feito pelos políticos ligados ao ex-presidente, que sofreu um atentado durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em setembro de 2018.
Bolsonaro foi esfaqueado. O homem que desferiu a facada, Adélio Bispo, chegou a ser preso no mesmo dia como sendo o autor do atentado, mas o mandante nunca foi revelado e durante o processo, Adélio foi diagnosticado com transtorno delirante persistente e acabou sendo transferido ao Hospital Psiquiátrico de Custódia Jorge Vaz, em Barbacena (MG), onde foi internado.
O desfecho nunca foi aceito pelo ex-presidente, que alegou suspeitar que Adélio não teria agido sozinho. Inclusive, o advogado de Bolsonaro chegou a declarar que Adélio se tratava de um assassino profissional contratado para assassinar Bolsonaro. E que Adélio não agiu sozinho, além de que não é louco e, ainda, que existem fortes indícios e “robustos” que a esquerda brasileira seria responsável por encomendar a morte do ex-presidente.



