Venezuela acusa Estados Unidos de agressão colonialista após novas declarações de Donald Trump

Chanceler Yván Gil critica orientação dos EUA sobre espaço aéreo e pede reação da comunidade internacional.

A Venezuela voltou a criticar duramente os Estados Unidos após novas declarações de Donald Trump. Neste sábado, 29, o governo venezuelano classificou a postura norte-americana como uma “ameaça com traços colonialistas”, reagindo especialmente à orientação do presidente dos EUA para que companhias aéreas evitem o espaço aéreo venezuelano.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, divulgou um comunicado oficial em suas redes sociais condenando a recomendação de Trump. Segundo ele, a medida representa uma agressão injustificada e ilegal que tenta minar a soberania do espaço aéreo do país. No texto, o chanceler afirmou que as declarações configuram um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com princípios básicos do direito internacional.

O Ministério das Relações Exteriores ressaltou que apenas as instituições venezuelanas têm competência para determinar o uso ou restrições relativas ao espaço aéreo do país, rejeitando qualquer tentativa de interferência externa. Ainda segundo o comunicado, a decisão dos Estados Unidos teve impacto imediato ao suspender, unilateralmente, os voos de repatriação do programa “Plan Vuelta a la Patria”, que já promoveu 75 voos e trouxe de volta 13.956 migrantes.

Diante do episódio, o governo venezuelano fez um apelo à comunidade internacional, às Nações Unidas e a outras organizações multilaterais para que haja uma resposta firme ao que chamou de “ato imoral de agressão”. Para Caracas, a postura norte-americana coloca em risco a soberania da Venezuela, do Caribe e do norte da América do Sul.

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