O deputado estadual Afonso Fernandes (Solidariedade) tomou posse, nesta quarta-feira (25), na Mesa Diretora do Parlamento Amazônico e afirmou que a nova missão representa protagonismo para o Acre no cenário regional. Ao assumir o cargo, o parlamentar destacou que sua principal prioridade será enfrentar o isolamento rodoviário do estado, especialmente a situação da BR-364, apontada por ele como o maior entrave ao desenvolvimento acreano.
Fernandes classificou a recuperação da rodovia como uma demanda histórica e urgente. Segundo ele, a precariedade da BR-364 compromete a mobilidade e impacta diretamente a economia e a qualidade de vida da população. “Hoje, praticamente os irmãos que moram no Juruá, os irmãos que moram na região do Tarauacá e Envira estão isolados. Se quisermos realmente não vermos mais o êxodo que tem acontecendo no Acre, precisamos resolver o problema da BR-364. Com isso, poderemos pensar no desenvolvimento do Estado como todo, de ponta a ponta, de Assis Brasil a Marechal Thaumaturgo”, afirmou.
O deputado também defendeu a integração política como ferramenta essencial para superar os desafios estruturais da região. Ele ressaltou a necessidade de união tanto da bancada acreana quanto dos parlamentares que compõem o Parlamento Amazônico. “Agora, eu preciso resolver um outro problema, que é a unificação, a união, tanto da bancada acreana como a bancada que acompanha o Parlamento Amazônico. Se tivermos esse entendimento, vamos conseguir resolver esses problemas”, completou.
Ao falar sobre o peso institucional do colegiado, Fernandes destacou a força política do Parlamento Amazônico, que reúne representantes dos nove estados da Amazônia Legal. Segundo ele, são 249 deputados estaduais, mais de 99 deputados federais e 27 senadores, o equivalente a um terço do Senado Federal, que, atuando de forma articulada, podem avançar na solução dos principais entraves históricos da região Norte.
Por fim, o parlamentar afirmou que recebe a missão com profundo senso de responsabilidade e compromisso coletivo. Após agradecer à família e ao presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Nicolau Júnior, pelo apoio institucional, defendeu uma agenda voltada à infraestrutura, integração logística, regularização fundiária, fortalecimento da indústria regional, bioeconomia e desenvolvimento sustentável com justiça social. Segundo ele, o Parlamento Amazônico deve ser um espaço ativo e resolutivo, capaz de transformar debates em ações concretas e garantir que a voz da Amazônia seja ouvida com firmeza nas grandes decisões nacionais.



