‘Acorda, Brasil’: direita faz atos a favor da anistia; Lula e STF são alvos

Políticos de direita mobilizaram apoiadores neste domingo (1º) para atos em diversas cidades pelo país. Com o nome “Acorda Brasil” e organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a manifestação defende a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro e se opõe ao governo Lula (PT) e às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em São Paulo, o protesto realizado na Avenida Paulista reuniu grandes lideranças.

Pré-candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi recebido pelos apoiadores com abraços na capital paulista. De cima do carro de som, Nikolas concedeu entrevista exclusiva à Jovem Pan News. O parlamentar mineiro disse estar ali para derrubar o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que estabelece a redução de penas e facilitaria a progressão de regime aos condenados pelo 8 de Janeiro.

Em discurso, Flávio disse estar emocionado com a recepção do público e declarou que pretende honrar a confiança dos eleitores que apoiam o legado do pai. “O povo acredita nesse projeto de Brasil. Queriam Jair Messias Bolsonaro no meu lugar, e eu também. Vou honrar meu pai e a confiança de todo mundo, oferecer um projeto de país. O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, afirmou, ao mencionar ainda o que chamou de crise moral, autoritarismo e perseguição.

Aos apoiadores, o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, bradou: “Volta, Bolsonaro”. Já à Jovem Pan News, ele afirmou que Flávio vencerá a eleição para a Presidência da República.

O presidente do PL analisou a situação no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Valdermar Costa Neto defendeu controle nuclear rigoroso na região. Ele ainda criticou a posição do governo Lula na política externa.

Na Avenida Paulista, o governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), elogiou a capacidade de Bolsonaro em mobilizar seus apoiadores. “O homem que conseguiu levantar o Brasil e dizer em alto e bom som: vamos caminhar pela liberdade e pela democracia plena”, disse o chefe do Executivo goiano.

Caiado também saudou Nikolas, a quem atribuiu a convocação do movimento, e Flávio Bolsonaro. O governador de Goiás afirmou que, caso o grupo político retorne ao poder, “o primeiro ato será a anistia plena, geral e irrestrita em 1º de janeiro”.

O governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente, Romeu Zema (Novo), também foi à Avenida Paulista. O chefe do Executivo mineiro afirmou que o país “não aguenta mais a farra dos intocáveis”.

Zema disse também haver autoridades que “se consideram acima de todas as leis”. “Não vamos nos vergar, não vamos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem”, declarou o governador de Minas.

De cima do carro de som, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou apoio a Flávio na disputa ao Planalto. O chefe do Executivo paulistano afirmou que o grupo político vai “ganhar de lavada” nas eleições.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não participou do ato porque cumpria agenda oficial na Alemanha.

Eduardo Bolsonaro participou por chamada de vídeo

Dos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro participou do ato por chamada de vídeo. O seu discurso foi transmitido no carro de som posicionado na Avenida Paulista.

O terceiro filho de Bolsonaro agradeceu a presença dos manifestantes. O ex-parlamentar disse também que o movimento busca “justiça que vai ser traduzida em anistia”. Durante a fala, o ex-parlamentar saudou governadores e deputados aliados e disse que o movimento não se trata apenas de partido ou eleição, mas de “liberdade”.

Atos em Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Rio de Janeiro e Belo Horizonte também foram palco dos atos “Acorda Brasil”. Na capital fluminense, estima-se que 4,7 mil pessoas estiveram presentes na manifestação em Copacabana, segundo o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a organização More in Common.

De acordo com o estudo, a margem de erro é de 12%. Segundo os responsáveis pelo documento, a estimativa portanto compreende uma estimativa entre 4,1 mil e 5,3 mil participantes no horário de pico da manifestação, às 11h20.

Já na capital mineira, os manifestantes ocuparam a Praça da Liberdade. Estiveram presentes Nikolas e Zema, o vice-governador de Minas, Mateus Simões (PSD), além de diversos deputados federais e estaduais.

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