O Acre registrou 47,51% da população adulta inadimplente em junho e manteve o menor índice da Região Norte, segundo o Mapa da Inadimplência divulgado pela Serasa. O percentual representa uma redução de 0,48 ponto percentual em relação a maio, quando o estado contabilizava 47,99% de inadimplentes.
Mesmo com a melhora, quase metade da população adulta acreana permanece com algum tipo de dívida em atraso. No cenário nacional, o Acre ocupa a 15ª posição entre os estados com maior percentual de inadimplentes, mas continua abaixo da média brasileira, que chegou a 50,9% em junho.
Os dados mostram que, em todo o país, 83,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, acumulando cerca de 345,4 milhões de dívidas, que somam R$ 579 bilhões. O valor médio devido por consumidor alcançou R$ 6.920,63, enquanto cada dívida possui valor médio de R$ 1.677,45.
Na comparação regional, o Acre apresentou o menor percentual de inadimplentes da Região Norte. O ranking é liderado pelo Amapá, com 65,12%, seguido por Amazonas (60,22%), Tocantins (56,56%), Rondônia (53,88%), Roraima (51,19%) e Pará (49,13%). O índice acreano de 47,51% ficou abaixo de todos os demais estados nortistas.
O levantamento também traçou o perfil das dívidas no Brasil. Os débitos com bancos e cartões de crédito continuam sendo os principais responsáveis pela inadimplência, representando 27,2% do total. Em seguida aparecem as contas básicas, como água, energia elétrica e gás, com 21,3%, além das financeiras, com 19,6%, e das empresas prestadoras de serviços, com 11,7%.
Entre os consumidores inadimplentes, as mulheres representam 50,5% dos registros, enquanto os homens somam 49,5%. A faixa etária entre 41 e 60 anos concentra o maior número de devedores, com 35,7%, enquanto os jovens entre 18 e 25 anos correspondem a 11% do total.
Outro dado positivo do levantamento mostra que 22.456 acreanos conseguiram renegociar suas dívidas durante o mês de junho por meio da plataforma Serasa Limpa Nome. Na Região Norte, o Acre ficou à frente apenas de Roraima em número de acordos fechados, enquanto Pará e Amazonas lideraram o ranking de renegociações.
Segundo a Serasa, mais de 2,75 milhões de ofertas de negociação estiveram disponíveis para consumidores acreanos ao longo do mês. As renegociações envolveram principalmente dívidas com bancos e financeiras, responsáveis por 32,6% dos acordos, seguidas pelas securitizadoras, com 23,4%, e pelas empresas de telefonia, com 18,9%. As mulheres responderam por 54,9% das negociações realizadas em junho, enquanto os homens representaram 45,1%.



