Como está a produção agrícola do Acre em 2026? O Estado está acompanhando o ritmo de crescimento observado em outras regiões do país? Os novos dados do IBGE mostram que a estimativa acreana ficou praticamente estável em julho, com uma pequena redução em relação ao mês anterior. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (13), a previsão para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas caiu 38 toneladas na comparação com junho.
O Acre foi uma das unidades da Federação que registraram queda na estimativa durante a passagem de junho para julho. O recuo de 38 toneladas é considerado pequeno diante dos avanços registrados em outros estados, especialmente Mato Grosso, que ampliou sua estimativa em 4,6 milhões de toneladas. Mato Grosso do Sul teve crescimento de 918,3 mil toneladas, enquanto Minas Gerais registrou aumento de 300,9 mil toneladas.
Na Região Norte, entretanto, o cenário foi positivo. A produção regional foi estimada em 22,4 milhões de toneladas em julho, o equivalente a 6,3% da safra brasileira. Na comparação com junho, houve crescimento de 0,7%. Em relação à produção estimada para 2025, a alta regional chega a 0,3%.
O desempenho do Acre ocorre em meio a um cenário de expansão da agricultura brasileira. O IBGE estima uma safra nacional de 353 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 1,6% em relação à previsão de junho, com acréscimo de 5,6 milhões de toneladas. Na comparação com a safra de 2025, estimada em 346,1 milhões de toneladas, o avanço chega a 2%, equivalente a 6,9 milhões de toneladas.
Entre os principais produtos agrícolas do país, soja, milho e arroz concentram 92,9% da produção nacional estimada para 2026. A soja deve responder por 174,9 milhões de toneladas, enquanto a previsão para o milho é de 141,8 milhões de toneladas. O arroz aparece com estimativa de 11,2 milhões de toneladas.
Dentro da Região Norte, Rondônia registrou um dos principais avanços entre junho e julho, com aumento de 132,2 mil toneladas. Amazonas teve alta de 12 mil toneladas, Roraima cresceu 11,1 mil toneladas e Tocantins avançou 9,2 mil toneladas. O Pará teve aumento de 1 mil toneladas. Na outra ponta, o Amapá apresentou queda de 160 toneladas e o Acre teve o recuo de 38 toneladas registrado pelo IBGE.


