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Agentes apreendem pistolas no presídio Oliveira Conde e servidores devem ser expulsos

Uma operação no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde resultou na apreensão de duas pistolas encontradas no pavilhão L da unidade de regime fechado. A ação que durou uma semana aponta para servidores que teriam facilitado a entrada do armamento no local. O presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Lucas Gomes, fala em demissões. 

Segundo ele, desde janeiro deste ano, três funcionários da guarda do presídio foram demitidos por envolvimento com corrupção.

“As pistolas, até onde apuramos, teriam entrado no complexo com a facilitação de servidores, que são alvos de investigação e que deverão ser expulsos do quadro”, informou em nota o presidente do Iapen.

Familiares não tiveram acesso ao pavilhão /Foto: Reprodução

Para Lucas Gomes, o resultado da operação no presídio da capital justifica a recente portaria prevendo a submissão de servidores a aparelhos de scanner corporal em casos de suspeita.

“A apuração de nossa inteligência, que trabalhou colhendo informações com os servidores dos plantões, deu conta de rastrear a entrada e o destino dessas armas, possibilitando que fossem alvos da apreensão nos dois últimos dias”, diz ele na nota.

Segundo Gomes, há outros servidores na mira da direção do Iapen. “Mas sabemos que os que têm envolvimento com o crime são minoria”, adverte.

Ainda assim, os poucos que se deixam enveredar pelo crime ‘acabam comprometendo sobremaneira a imagem e a segurança dos demais, que prestam o seu serviço de forma honrada e honesta’. “Por isso, tem sido a nossa prioridade o enfrentamento à corrupção”, enfatizou.

Em decorrência do resultado da operação no presídio, as visitas nos pavilhões que compõem a unidade de regime fechado, conhecidas por “Chapão”, foram suspensas neste domingo, dia 10.

“Na próxima semana o ambiente retorna à situação de normalidade”, garantiu Lucas Gomes.