Inflação de fevereiro foi puxada basicamente pelo reajuste das mensalidades e escolares e os aumentos no segmento de transporte, como passagens aéreas.
O IBGE divulgou hoje a inflação de fevereiro medida pelo IPCA-15. O índice apresentou alta de 0,84% contra projeção do mercado de 0,57%.
A inflação de fevereiro foi puxada basicamente pelo reajuste das mensalidades e escolares e os aumentos no segmento de transporte, como passagens aéreas – demanda aquecida pelo carnaval -, combustíveis – elevação do ICMS – e reajuste das tarifas de ônibus em algumas capitais. Houve elevação de preços nos itens de saúde também, como artigos de higiene pessoal e planos de saúde.
Esses aumentos, aliado à aceleração inflacionária contra o mês anterior (0,20%), mostram que o jogo contra a inflação está longe de estar ganho. Soma-se a isso, a elevação do gasto público, típica de ano eleitoral, que pode trazer mais impactos inflacionários ao pressionar a demanda agregada acima da capacidade de oferta e reduzir a potência da política monetária.
Esse resultado acende uma luz amarela para o Banco Central. O Comitê de Política Monetária não deve mudar o corte “contratado” para a próxima reunião, mas talvez a queda da Selic seja menor do que a esperada.
Não adianta o Banco Central fazer a sua parte se o governo federal não cortar gastos. Enquanto isso não ocorrer, o dragão da inflação vai rondar a população.



