O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu durante os ataques dos EUA e de Israel neste sábado (28). A informação foi confirmada à agência de notícias Reuters por um oficial israelense, enquanto o governo iraniano nega.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à NBC News que Khamenei estava vivo. “Todos os altos funcionários estão vivos”, afirmou. “Portanto, todos estão agora em seus postos, estamos lidando com a situação e tudo está bem.”
Duas redes de televisão israelenses relataram que uma fotografia do corpo do líder supremo havia sido mostrada ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
“Altos funcionários israelenses foram informados da eliminação de Khamenei. Seu corpo foi recuperado dos escombros de seu complexo”, relatou a emissora pública Kan.
Os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã neste sábado mataram ao menos 201 pessoas, segundo a ONG iraniana Crescente Vermelho.
Mojtaba Khaledi, porta-voz da entidade, disse que 747 pessoas ficaram feridas e que 24 das 31 províncias do Irã foram atingidas. Este é o primeiro balanço global do ataque divulgado pela imprensa oficial iraniana.
Novas explosões foram ouvidas pouco antes das 20h locais deste sábado (13h de Brasília) em Teerã, capital do Irã, sem que por enquanto se saiba sua origem.
Ataques
A operação conjunta entre EUA e Israel começou na manhã deste sábado com fumaça sendo vista sobre Teerã após ataques que Tel-aviv classificou como preventivos. Pouco depois, Trump utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa em vídeo anunciando operações de combate dos EUA no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.
Foi vista fumaça subindo sobre o distrito de Pasteur, em Teerã — local da residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei — e houve um enorme destacamento de segurança na capital. Os EUA e Israel afirmaram que suas operações visavam locais militares iranianos. O exército israelense alertou os iranianos que estivessem dentro ou perto de infraestruturas militares em todo o país para que evacuassem, afirmando que os ataques ocorreram após meses de planejamento conjunto entre os aliados.
No sul do Iraque, um bombardeio que visou uma base militar que abriga um grupo pró-Irã matou pelo menos duas pessoas, segundo as autoridades. Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos EUA em Erbil, no Iraque, de acordo com jornalistas da AFP.
Onda de mísseis e drones
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter como alvo a Quinta Frota dos EUA no Bahrein, após uma primeira onda de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.
“A primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados começou”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em comunicado, referindo-se a Israel.
O serviço de emergência Magen David Adom, de Israel, informou que estava tratando um homem com ferimentos causados por explosão no norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã fez “todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.
Explosões no Golfo
Explosões foram relatadas em toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP na capital saudita, Riade, ouviram fortes explosões, assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha, capital do Catar.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos EUA. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques recebidos.


