ADEUS SÉRIE C

Analista de desempenho explica o que aconteceu com o Atlético-AC em 2019

O Atlético-AC encerrou sua participação no Brasileirão Série C 2019 no último domingo (25) com a vitória em cima do Luverdense (MT) de virada por 3 a 2, mas a vitória serviu apenas para oficializar o rebaixamento para a Série D que já estava confirmado desde a derrota para o Paysandu (PA) por 4 a 0 no dia 10.

ADEUS SÉRIE C

A vitória foi somente a segunda conquistada pelo Galo em toda a temporada, a primeira aconteceu no dia 16 de junho em cima do Tombense (MG). Não conseguindo sair da lanterna em quase todo o campeonato, o time teve ainda cinco empates e 11 derrotas, campanha muito diferente da que o torcedor viu em 2018 quando o Atlético-AC terminou em segundo lugar com nove vitórias, sendo sete delas em casa.

O QUE ACONTECEU COM O GALO?

O Diário do Acre conversou com Ivan Mazzuia, analista de desempenho da equipe acreana para tentar entender o que levou o Galo Celeste à péssima campanha de 2019.

DESFALQUES E FALTA DE VERBA

O primeiro fator apresentado pelo analista foi a mudança de elenco. Ao ser eliminado em 2018 para o Cuiabá (MT) e perder o acesso para a Série B, o Atlético-AC só voltaria a jogar no Campeonato Acreano de 2019 e não tinha condições de continuar arcando com os salários dos jogadores, infelizmente uma deficiência do futebol acreano. A maioria deles procurou outros rumos e esses atletas poderiam sair sem prejuízos, pois os contratos são anuais e eles estavam livres para sair sem serem vendidos, ou seja, houve perda de jogadores sem que entrasse verba para novas contratações.

Volante Kassio foi uma das contratações para a temporada. Imagem/Internet

MUDANÇA NO REGULAMENTO

Em 2019 tendo que se virar com o efetivo que tinham, com a menor folha salarial do campeonato, veio a mudança de regulamento da competição. Se em 2018, o Galo ficou no grupo A enfrentando equipes do Norte e Nordeste, esse ano ficou no grupo B com clubes do Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, o que atrapalha a logística do clube em dois fatores.

O primeiro é a qualidade dos times dessas regiões, que costuma ser maior, dos quatro classificados do grupo para a segunda fase, três são equipes do Rio Grande do Sul e o outro é o Paysandu, que foi rebaixado da Série B no ano passado.

DESGASTE FÍSICO

Outro fator são as cansativas viagens. Contra times do Nordeste geralmente as equipes são das capitais desses estados. Já nas regiões do grupo B, além de sair em voos de madrugada de Rio Branco, ao chegar nas capitais desses estados precisavam muitas vezes enfrentar também longas horas de ônibus. Como foi o caso da partida contra o Ypiranga (RS) no dia 6 de julho, onde além de enfrentar uma viagem de nove horas para Porto Alegre, tiveram que pegar seis horas de ônibus para Erechim, onde jogaram com sensação térmica de -2ºC.

Um dos fatores que provam o esgotamento físico é o fato de em jogos em casa ter sido comum o Atlético-AC sair na frente do placar e tomar viradas no final do jogo.

E AGORA?

Agora a equipe foca nas quartas de final da Copa Verde onde enfrentará no próximo dia 3 de setembro, o Remo (PA). Adversário que enfrentou no Brasileirão Série C por duas vezes, tendo perdido as duas por 2 a 0.