Após 40 km a pé, moradores da Resex Chico Mendes levam ao senador Bittar o pedido por regularização de suas terras

Após três dias de caminhada e mais de 40 quilômetros percorridos entre Epitaciolândia e Xapuri, moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes realizaram neste sábado, 16, um ato público para exigir a regularização fundiária das famílias que vivem na área. O senador Marcio Bittar (PL) participou do evento, ao lado de vereadores, pré-candidatos e lideranças.

A mobilização foi acompanhada pela advogada Raimunda Queiroz, que percorreu o trajeto junto aos moradores. A principal demanda é a garantia jurídica das famílias que habitam a reserva há décadas e que, segundo os participantes, convivem com constante insegurança quanto à posse de suas terras.

Clemilton fez críticas diretas ao ICMBio e à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. “O povo já estava lá quando a reserva chegou. Foi feito sem conversa e diálogo com ninguém”, afirmou.

Entre os moradores, o tom foi de cansaço e indignação. “Nós não somos bandidos, somos trabalhadores. Cansados de sermos perseguidos”, disse uma moradora em discurso emocionado.

Sebastião, morador da Transacreana que participou da caminhada, reforçou: “O povo que está lá não é invasor, é morador.”

Bittar aproveitou para ampliar o debate. “ONGs financiadas com dinheiro estrangeiro. Eles são pagos para dominar a Amazônia. É interesse econômico travestido de defesa ambiental”, declarou. O senador também pediu atenção às eleições municipais, orientando os presentes a não votar em candidatos que considerem duvidosos.

O deputado estadual Arlenilson Cunha (PL) lembrou de episódios do ano passado na Assembleia Legislativa e criticou o que chamou de “agenda ambiental que condena o homem à miséria”. Blandina também usou a palavra e se posicionou ao lado dos moradores, afirmando atender a um chamado do próprio senador Bittar.

O ato contou ainda com a presença do vice-prefeito de Xapuri, do ex-prefeito de Epitaciolândia Sérgio Lopes e de outros vereadores. Entre as pautas levantadas está a revisão do plano de manejo da reserva, apontada pelos presentes como necessária para resolver a situação das famílias.

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