Deputado federal afirma que a CIDH pediu novos esclarecimentos após seu pedido formal encaminhado em 2024.
O deputado federal Coronel Ulysses (União-AC) voltou a protagonizar o debate sobre os presos dos atos de 8 de janeiro após anunciar, nesta quinta-feira (27), que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitou novas informações sobre denúncias de abusos cometidos contra detidos. A resposta, segundo ele, atende ao pedido que encaminhou à entidade em 2024.
No ano passado, o parlamentar foi o responsável por uma solicitação formal que apontava supostos “atos atentatórios” praticados pelo Estado brasileiro nos processos envolvendo os investigados. O documento, enviado com o apoio de 63 deputados e 13 senadores, pedia a intervenção da CIDH para garantir o cumprimento das leis e a preservação dos direitos fundamentais previstos no Estado Democrático de Direito.
O Coronel divulgou um vídeo ao lado dos advogados Ezequiel Silveira e Carolina Siebra, representantes da Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav), comemorando o andamento do processo internacional. Os advogados afirmaram que a notificação da OEA reforça que as denúncias feitas ao longo dos últimos meses estão surtindo efeito.
Em sua declaração, o deputado destacou que os profissionais que atuam em defesa dos presos trabalham com “responsabilidade e carinho”, ressaltando a sensibilidade das famílias diante do que considera injustiças. Ele também criticou a ausência de providências diante do que chamou de “desmandos” do Supremo Tribunal Federal (STF) contra os envolvidos nas invasões às sedes dos Três Poderes.
O parlamentar acrescentou que a OEA solicitou informações inclusive sobre o caso do empresário Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, que morreu em novembro de 2023 após um mal súbito no Complexo da Papuda. Segundo Ulysses, a entidade quer saber se alguém foi responsabilizado e se há apuração em curso. Com informações do portal Gazeta do Povo.


