Até quando o Brasil escolherá o atraso em vez do desenvolvimento?

As últimas pesquisas eleitorais para a Presidência da República revelam um empate técnico entre o atual presidente e o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro.

A ascensão de Flávio nas pesquisas é resultado da fragilidade de um governo que, apesar de ter mitigado alguns indicadores sociais, não consegue transmitir à população a confiança de que o Brasil retomará o caminho do desenvolvimento.

A plataforma política de Flávio Bolsonaro, por sua vez, pouco entusiasma. Restringe-se a repetir os desgastados mantras neoliberais: cortes drásticos nos gastos públicos, privatizações, redução de privilégios e fim da reeleição – o bom e velho discurso tucano.

Fatalmente, tanto o lado governista quanto a oposição carecem de um projeto consistente de desenvolvimento, capaz de alçar o Brasil ao patamar das grandes economias emergentes do mundo, como China, Rússia e Índia. Diante dessa encruzilhada, resta ao país escolher entre um neoliberalismo suavizado por políticas assistenciais e um neoliberalismo puro, ambos incapazes de oferecer um caminho transformador para o futuro.

Esse impasse escancara não apenas a falta de alternativas, mas a mediocridade de um sistema político que insiste em reciclar fórmulas falidas. O Brasil precisa romper com essa lógica estreita que reduz o futuro da nação a planilhas fiscais e paliativos sociais.

Permanecer nesse ciclo é aceitar a condenação ao subdesenvolvimento permanente, à dependência externa e à incapacidade de projetar um destino soberano. Se não houver coragem para pensar além do receituário repetido, qualquer vitória nas urnas será apenas a celebração da estagnação econômica disfarçada de democracia.

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